* notas:
- O FARANI CINCO TRÊS surgiu através da oficina orientada pelo poeta Chacal, na Biblioteca de Botafogo. Parceria da SMC RJ. Iniciada em Abril de 2011.
- O FARANI CINCO TRÊS surgiu através da oficina orientada pelo poeta Chacal, na Biblioteca de Botafogo. Parceria da SMC RJ. Iniciada em Abril de 2011.
- O Farani Cinco Tres participa do projeto FORA DE ÁREA, em parceria com a rede NORTE COMUM, e realização do SESC Rio! As oficinas de jogos poéticos do FORA DE ÁREA acontecem todas as quintas feiras, às 18h30. Na biblioteca do SESC TIJUCA. É de graça, é só chegar. Recomeça em abril de 2013. É só chegar!
- FARANIS livros!
- O próximo CEP20000 será na última semana do mês. No Espaço Sérgio Porto [Rua Humaitá, 163 / fundos – 2535 3846]. Sob a coordenação do poeta Chacal, poesia, música, cinema e muito mais. Só vendo, indo, vivendo. O FARANI CINCO TRES também está por lá!
- FARANIS livros!
#JOSE HENRIQUE CALAZANS relançou seu livro, em versão ampliada - com poemas novos: QUEM VAI LER ESSA MERDA? no Sarará, o sarau, que acontece no Spa Cultural PAz, no Catete, dia 12 de outubro - das crianças!
#ALICE SOUTO lançou seu fanzine POESIA AUTO-SUSTENTÁVEL, em versão bilingue, na FLIP2012 em Paraty.
#FELIZPE FRUTOSE lançou seu FRUTA AFRODISIACA (amostra grátis) no dia 23 de março de 2012! lançamento virtual já com mais de 500 visualizações! PARABÉNS, FELIZPE! Para ler, CLIQue aQui!
#FELIZPE FRUTOSE lançou seu FRUTA AFRODISIACA (amostra grátis) no dia 23 de março de 2012! lançamento virtual já com mais de 500 visualizações! PARABÉNS, FELIZPE! Para ler, CLIQue aQui!
#SILVIA CASTRO lançou o seu PRIMEIRO, em dezembro de 2011, também online. Quer ler? CliQue AQui!
#CESAR GOMES lançou também o seu Livro 22, em novembro de 2011, que pode ser lido AQui!
#ANA SCHLIMOVICH também lançou o seu ANAFENIX, em dezembro de 2011! poemas e fotos de las anas: AqUi!
#CESAR GOMES lançou também o seu Livro 22, em novembro de 2011, que pode ser lido AQui!
#ANA SCHLIMOVICH também lançou o seu ANAFENIX, em dezembro de 2011! poemas e fotos de las anas: AqUi!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Pode ser de dentro pra fora
ou de fora pra dentro
Poesia é movimento
Cambalhota, salto a distância, passo a frente
Sua procura já é um achado
Luz no fim do túnel, pôr-do-sol no fim do dia
Feita em sonho ou sala de espera de dentista
Passatempo, caça-palavras, quebra-cabeça
Sobre céus e infernos
É queda-de-braço, luta livre, parto sem anestesia
Tudo o que falta e o que transborda é poesia
ou de fora pra dentro
Poesia é movimento
Cambalhota, salto a distância, passo a frente
Sua procura já é um achado
Luz no fim do túnel, pôr-do-sol no fim do dia
Feita em sonho ou sala de espera de dentista
Passatempo, caça-palavras, quebra-cabeça
Sobre céus e infernos
É queda-de-braço, luta livre, parto sem anestesia
Tudo o que falta e o que transborda é poesia
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A antipoeta
Há dias em que
a arte do poeta
me parece uma
punheta
realizamos
nossos desejos
com a ponta da
caneta
em vez de escrever
giraria a maçaneta
correria até sua boca
e ficaria queta
jamais me visita
a tal da inspiração
meu caso
é simples
a poesia
vem
quando você
não
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
VOU TE VER ÀS 11:11 DO 11 DO 2011
Zonzos nas onzes - Às 11:11 do 11 de 11 do 2011
Luis Turiba
Como diz o poeta às vésperas dos seus 111:
Não faça versos sobre datas, fatos,
acontecimentos pontuais do cotidiano.
Não seja leviano, fulano ou sicrano,
não tampe o sol com quentes panos.
O melhor é não fazê-lo
Será um desmantelo
Um furdúncio de atropelos
Sê-los ou não sê-los?
This is a satisfaction.
Mas às 11&11 do onze de onze do 2000&onze
Vou estar com você no trem das onze
Queimar seu bronze, jogar nas onze
Pelas onze badaladas da lua cheia
Pelas onze rodadas de chopp e meia
Onze espasmos onze orgasmos
Onze abraços onze frangalhos
Onze beijos apaixonados
Onze chupões de afogados
Onze casais aloprados
Por tanto, às 11&11 do 11 de 11 do 2000&11
vejo de perto você bem longe
não há versos sobre datas cotidianas
mas a equação está posta na roleta
façam suas apostas zazz borboletas
você é mais que dez e me consome
é o onze que pintou no meu gramado
lado a lado, alma gêmea seriada
sou seu 1 de dois, não zombe: ame
você é meu transe, noves fora, onze
Luis Turiba
Como diz o poeta às vésperas dos seus 111:
Não faça versos sobre datas, fatos,
acontecimentos pontuais do cotidiano.
Não seja leviano, fulano ou sicrano,
não tampe o sol com quentes panos.
O melhor é não fazê-lo
Será um desmantelo
Um furdúncio de atropelos
Sê-los ou não sê-los?
This is a satisfaction.
Mas às 11&11 do onze de onze do 2000&onze
Vou estar com você no trem das onze
Queimar seu bronze, jogar nas onze
Pelas onze badaladas da lua cheia
Pelas onze rodadas de chopp e meia
Onze espasmos onze orgasmos
Onze abraços onze frangalhos
Onze beijos apaixonados
Onze chupões de afogados
Onze casais aloprados
Por tanto, às 11&11 do 11 de 11 do 2000&11
vejo de perto você bem longe
não há versos sobre datas cotidianas
mas a equação está posta na roleta
façam suas apostas zazz borboletas
você é mais que dez e me consome
é o onze que pintou no meu gramado
lado a lado, alma gêmea seriada
sou seu 1 de dois, não zombe: ame
você é meu transe, noves fora, onze
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Completamente endrummoniada
Ando endrummoniada
Ando esquecida das coisas
Ando inventada
Ando vaga
Olho tudo na distância
Nada me toca
Nada me alcança
Tu já não faz parte
Eu que parto
Tu já es pretérito
Eu nada sinto
Ando desacordada
Ando levemente encorajada
Ando de novo
Ando completamente endrummoniada
Ando esquecida das coisas
Ando inventada
Ando vaga
Olho tudo na distância
Nada me toca
Nada me alcança
Tu já não faz parte
Eu que parto
Tu já es pretérito
Eu nada sinto
Ando desacordada
Ando levemente encorajada
Ando de novo
Ando completamente endrummoniada
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
AONDE ANDA A ONG?
Parafraseando Bandeira, em homenagem a faxina de Dilma
a Ong anda
aonde anda
a Ong?
A Ong ainda
ainda Ong
ainda anda
aonde?
a onde?
a Ong a Ong
a Ong anda
aonde anda
a Ong?
A Ong ainda
ainda Ong
ainda anda
aonde?
a onde?
a Ong a Ong
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Drummond erótico ganha releitura no RJ

Performance poética chamada “Baixo Drummond” será apresentada no CEP 20000
A partir do próximo mês, o Brasil começa a celebrar o centenário de Carlos Drummond de Andrade, nascido em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902.
Entre tantas homenagens, o grupo carioca de poesia e performance “FaraniCincoTrês”, criado pelo poeta Chacal, optou por uma ousada releitura do livro póstumo “Amor Natural”. São poemas eróticos, voltados para o amor carnal e a celebração do corpo da mulher amada.
O recital que recebe o nome de “Baixo Drummond” estréia no próximo dia 26, quarta-feira, no CEP 20.000, Teatro Sérgio Porto, no Humaitá, às 21 horas. O grupo “Farani” apresentará poemas autorais baseados na obra drummondiana. Mas pelo menos dois poemas de CDA serão lidos na perfomance: “Cabaré Mineiro”, por Chacal; e “A bunda, que engraçada”, por Luis Turiba.
Boca
Boca: nunca beijarei.
Boca de outro, que ris de mim,
No milímetro que nos separa,
... Cabem todos os abismos.
[Drummond]

Boca: Batom
Dentes
Brancos lábios
Vermelhas portas
de entrada
Para um Outro
Universo
__Pessoa
_____Lugar
_______Acesso
Boca: que fala mas não ouço
Só vejo, intuo a língua
a brincar de esconde
No abre e fecha
Da umidade rosa
[vejo-te rosa,
dizem vermelha, mas és rosa]
Que aguça a gula
Paladar e tato
Desejo do gosto
Do gozo
Beijo: Como será?
Lento, apressado
Intrometido, abusado?
Curioso, o medo o retém.
Impotente, em regime e dieta,
Sem raiva.
Guarda em sonho
O beijo que não beijei.
Beijarei?
Boca de outro, que ris de mim,
No milímetro que nos separa,
... Cabem todos os abismos.
[Drummond]

Boca: Batom
Dentes
Brancos lábios
Vermelhas portas
de entrada
Para um Outro
Universo
__Pessoa
_____Lugar
_______Acesso
Boca: que fala mas não ouço
Só vejo, intuo a língua
a brincar de esconde
No abre e fecha
Da umidade rosa
[vejo-te rosa,
dizem vermelha, mas és rosa]
Que aguça a gula
Paladar e tato
Desejo do gosto
Do gozo
Beijo: Como será?
Lento, apressado
Intrometido, abusado?
Curioso, o medo o retém.
Impotente, em regime e dieta,
Sem raiva.
Guarda em sonho
O beijo que não beijei.
Beijarei?
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Amor natural
Poucas coisas nesse mundo superam a delícia de, ainda dormindo,
sentir o membro do homem amado já acordado.
Sem abrir os olhos, entregar o corpo sonolento
ao comando de seu desejo badalando as 12 horas.
Então, o que era botão abre-se em flor.
E deste sonho de vai-e-vem sonâmbulo,
desperto num gozo doce de bom dia.
sentir o membro do homem amado já acordado.
Sem abrir os olhos, entregar o corpo sonolento
ao comando de seu desejo badalando as 12 horas.
Então, o que era botão abre-se em flor.
E deste sonho de vai-e-vem sonâmbulo,
desperto num gozo doce de bom dia.
domingo, 23 de outubro de 2011
Exorcismo
Vaza capeta!
Chega desses toques macabros
que me quebram as pernas
os dois braços, juntos
e me deitam
Tire de mim esses lábios carnudos
que absorvem meu êxtase
lambem meus órgãos
chupam minha alma
Para demônio!
Desgruda do meu corpo
esse prazer mascarado
esta me matando aos poucos
Se não fosse o sofrimento
que me espanca quando fico em pé
me deixaria devorar
nesse ritual inesgotável
que se intensifica
por culpa desse pacto
de adiar o gozo
até transcender
Me erra, senhor das trevas!
os delírios horizontais
eu vou pagar com a vida
você se transformou em minha heroína
Que me salve esse poema
que essas letras digitadas
conjurem para que seus talentos de galante
não mais me alcancem
Vaza capeta!
O elixir do meu ser
você já tem
que mais você quer?
Chega desses toques macabros
que me quebram as pernas
os dois braços, juntos
e me deitam
Tire de mim esses lábios carnudos
que absorvem meu êxtase
lambem meus órgãos
chupam minha alma
Para demônio!
Desgruda do meu corpo
esse prazer mascarado
esta me matando aos poucos
Se não fosse o sofrimento
que me espanca quando fico em pé
me deixaria devorar
nesse ritual inesgotável
que se intensifica
por culpa desse pacto
de adiar o gozo
até transcender
Me erra, senhor das trevas!
os delírios horizontais
eu vou pagar com a vida
você se transformou em minha heroína
Que me salve esse poema
que essas letras digitadas
conjurem para que seus talentos de galante
não mais me alcancem
Vaza capeta!
O elixir do meu ser
você já tem
que mais você quer?
sábado, 22 de outubro de 2011
Drummoniando
Um carro passando,
a luz de um poste qualquer,
qualquer coisa longe
Um moço indo
ereto, olhos à frente,
onde mal se enxerga
O sol que saiu
O sal que sobrou
O mar que sorri
igual todo dia que vai
lá fora, enquanto aqui
se fode, com vagar...
Eta vida boa, meu Deus.
a luz de um poste qualquer,
qualquer coisa longe
Um moço indo
ereto, olhos à frente,
onde mal se enxerga
O sol que saiu
O sal que sobrou
O mar que sorri
igual todo dia que vai
lá fora, enquanto aqui
se fode, com vagar...
Eta vida boa, meu Deus.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
drummond de conchinha
por baixo das colchas vivia um desejo
um desejo capaz de embarcar o mundo
por baixo das colchas vivia um mundo
e todo desejo que ali cabia
– coxas, gemidos, taras –
era mais
muito mais
que qualquer colcha
que qualquer mundo
um desejo capaz de embarcar o mundo
por baixo das colchas vivia um mundo
e todo desejo que ali cabia
– coxas, gemidos, taras –
era mais
muito mais
que qualquer colcha
que qualquer mundo
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A atriz
O lugar é escuro e estreito
As mesas, poucas, ocupam os cantos
do que parece ser um longo corredor.
Na pequena pista estroboscópica ,
A imperatriz acena
Com um punhado de gestos picotados
Meio xacaxaca na butchaca, Shaft!
a cena, acende o poeta.
Opalescente bum
Incandescente bum
Pluribunda unibunda
É ela a atriz!
Bunda maga e plural, bunda alem do irreal
Concentra a música incessante
Do girabundo cósmico.
Vai seguindo e cantando e envolvendo de espasmo
o arco do triunfo, a ponte de suspiros
a torre de suicídio, a morte do Arpoador
bunditálix, bundífoda
bundamor, bundamor, bundamor, bundamor.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
AMAR
"que pode uma criatura, senão
entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
amar e malamar
amar, desamar, amar
sempre, e até de olhos vidrados,
amar"
CDA, Amar do livro Claro Enigma
entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
amar e malamar
amar, desamar, amar
sempre, e até de olhos vidrados,
amar"
CDA, Amar do livro Claro Enigma
sábado, 15 de outubro de 2011
Casa da Cachaça
Na esquina da Mem de Sá,
a última ponta, o último gole no gengibre, a última ronda
Olhos vermelhos caçam
Bocas vermelhas querem
Nem sempre se encontram: já é sábado.
a última ponta, o último gole no gengibre, a última ronda
Olhos vermelhos caçam
Bocas vermelhas querem
Nem sempre se encontram: já é sábado.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Um RIO de Sustos Clama por Choque de Realidade
Luis Turiba
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, a rua alagou, o bonde virou, a juíza morreu, o restaurante explodiu.
E agora, José, você que sofreu, você que pagou, você que explodiu, o que será do Rio? Quando pensamos que chegamos ao fim do bueiro, ou melhor, do poço, vem algo pior e quase inacreditável. Depois que um comandante da PM urde, trama e arma sua horda o silêncio da justiça, assinando uma juíza do bem em plena luz do dia, o que mais podemos esperar de uma cidade que não consegue mais disfarçar sua crueldade-jardim?
Sim, José! O Rio de Janeiro está gravemente enfermo. Está na UTI da civilidade e da razão. Precisa mesmo tomar um choque de realidade e verdade. De vergonha e de dignidade. Abre o olho prefeito. Olha a nau, Cabral. Na subida do morro me contaram: há algo de fedido e muito pobre no reino da poluída Guanabara.
Como fazer uma Copa do Mundo sem abolir a Lei de Gérson? Quem paga o pato? Quem solta o bicho? Quem ganha no grito? Quem é mais esperto? O secretário que culpa o motorneiro do bonde ou o dono do gás explosivo que se hospitaliza para fugir do flagrante. Também quero o meu Nike. UPPs de TPM. Que recorde vamos bater nas Olimpíadas de 2016? O de desmandos, de corrupções, de desmantelos?
Chega de basta, José?
Ou restaura-se o mínimo de lógica, ou explodiremos todos no sol dos sem sentidos na Praça Tiradentes, no Corcovado, no Pão de Açúcar, no Maracanã, no Sambódromo, no Theatro Municipal.
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, a rua alagou, o bonde virou, a juíza morreu, o restaurante explodiu.
E agora, José, você que sofreu, você que pagou, você que explodiu, o que será do Rio? Quando pensamos que chegamos ao fim do bueiro, ou melhor, do poço, vem algo pior e quase inacreditável. Depois que um comandante da PM urde, trama e arma sua horda o silêncio da justiça, assinando uma juíza do bem em plena luz do dia, o que mais podemos esperar de uma cidade que não consegue mais disfarçar sua crueldade-jardim?
Sim, José! O Rio de Janeiro está gravemente enfermo. Está na UTI da civilidade e da razão. Precisa mesmo tomar um choque de realidade e verdade. De vergonha e de dignidade. Abre o olho prefeito. Olha a nau, Cabral. Na subida do morro me contaram: há algo de fedido e muito pobre no reino da poluída Guanabara.
Como fazer uma Copa do Mundo sem abolir a Lei de Gérson? Quem paga o pato? Quem solta o bicho? Quem ganha no grito? Quem é mais esperto? O secretário que culpa o motorneiro do bonde ou o dono do gás explosivo que se hospitaliza para fugir do flagrante. Também quero o meu Nike. UPPs de TPM. Que recorde vamos bater nas Olimpíadas de 2016? O de desmandos, de corrupções, de desmantelos?
Chega de basta, José?
Ou restaura-se o mínimo de lógica, ou explodiremos todos no sol dos sem sentidos na Praça Tiradentes, no Corcovado, no Pão de Açúcar, no Maracanã, no Sambódromo, no Theatro Municipal.
sábado, 8 de outubro de 2011
Rua-Rio-Banco
Na CinelândiaNa Carioca
Mais um artista de rua
... Pelé desde criança
Mata todas no peito
Chuta tudo pro alto
E equilibra
a vida
na testa
Rio Maravilha!
Senta o pau na UPP!
7 de Setembro
Ouvidor
Candelária
Descendo a Rio Branco em contramão
Rumo ao mar
Desaguar no porto
Despejado do povo
Expropriado do lar
Pereira Passos vive!
Rio Maravilha!
Senta o pau na UPP!
Porto Maravilha!
Faz mais um pra gente ver!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Largo
instituto de filosofia e ciências sociais
igreja de são franscisco de paula
rua do teatro
ciência e religião ficam
a arte é via
igreja de são franscisco de paula
rua do teatro
ciência e religião ficam
a arte é via
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Intercâmbio Catumbi
(versão quase kodak)
Da janela do 485
A cidade em cena - viagem
Moleque poema
Pede passagem
Bichos, oficinas e meninas
Putas, ou moças com calor
De submissão nem sinal
Semblante de quem tem
O samba no quintal
Pode até rir
Meu intercâmbio cultural
Passa pelo Catumbi
Porque sonhar só com o Leblon?
Vai querer um sonho são?
Sono lento, engarrafado.
Cerveja, boteco
Cortiço, sobrado
É querer demais querer tão pouco?
Nada... Sonho bom é sonho louco!
Da janela do 485
A cidade em cena - viagem
Moleque poema
Pede passagem
Bichos, oficinas e meninas
Putas, ou moças com calor
De submissão nem sinal
Semblante de quem tem
O samba no quintal
Pode até rir
Meu intercâmbio cultural
Passa pelo Catumbi
Porque sonhar só com o Leblon?
Vai querer um sonho são?
Sono lento, engarrafado.
Cerveja, boteco
Cortiço, sobrado
É querer demais querer tão pouco?
Nada... Sonho bom é sonho louco!
Saara

Alfândega, Senhor dos Passos
Passo a passo, "passo o ponto", "me desfaço".
No caminho, na Colombo,
colombina toma chá com serpentina.
Buenos Aires na Caçula pra caçar o que fazer.
Essas ruas tanta coisa tem para te dizer
... ouve o moço, vê a moça
tudo pra vender
Na esquina da Regente, o "Tá na Rua" pra te ver!
Pastel com laranjada,
kibe, esfirra, batucada,
Festa de São Jorge,
Ogunhê, santo guerreiro!
"Não aceitamos cheques", diz o letreiro.
Nessas ruas tem de tudo
de Sant'anna a Uruguaiana
de cotia a camelô
cristão, judeu, muçulmano,
árabe, hindu, coreano...
Não é deserto, é humano
Santa Sara,
Saravá,
SAARA!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
DOI POEMETOS (LEMINSKIANOS) PARA O MIOLO DO CENTRO DO RIO
De Luis Turiba
ESTÁTUAS
Carlos Gomes
João Caetano
Tiradentes
Pixinguinha
Quando será que a prefeitura
vai inaugurar a minha?
CHOQUE DE ORDEM
camelos à vista
positivo operanti
viatura seguindo para o local
ESTÁTUAS
Carlos Gomes
João Caetano
Tiradentes
Pixinguinha
Quando será que a prefeitura
vai inaugurar a minha?
CHOQUE DE ORDEM
camelos à vista
positivo operanti
viatura seguindo para o local
domingo, 18 de setembro de 2011
Centro
beco da sardinha
dos barbeiros
do rato
becos de baco
largo da prainha
de joão da baiana
da conceição
morro de som
ruas de gente
à mostra
à solta
atrás
de um centro
no rio
dos barbeiros
do rato
becos de baco
largo da prainha
de joão da baiana
da conceição
morro de som
ruas de gente
à mostra
à solta
atrás
de um centro
no rio
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
As coisas.
tudo é verbo
tudo que é paixão é mais
e não se basta quando se explica
o que tem o fogo,
tem o mar pra lembrar
e nada é o que não quer ser
tudo que é paixão é mais
e não se basta quando se explica
o que tem o fogo,
tem o mar pra lembrar
e nada é o que não quer ser
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
6 POEMETOS VOANDO SOBRE O MAR DO NORTE
Luis Turiba
- 1 -
peixes costuram
oceanos
praias bordam
- 2 -
A Sibéria
é gelada
como um sorvete
haange-dazs
só que não dá pra chupar
- 3 -
Nova Deli
de uma velha
(e boa) Índia
- 4 -
impuras
de Singapura
não vão à
Budapeste
- 5 -
Jacarta
fora do baralho
- 6 -
Tokio tem a linguagem do riso
Rio tem a linguagem do toque
- 1 -
peixes costuram
oceanos
praias bordam
- 2 -
A Sibéria
é gelada
como um sorvete
haange-dazs
só que não dá pra chupar
- 3 -
Nova Deli
de uma velha
(e boa) Índia
- 4 -
impuras
de Singapura
não vão à
Budapeste
- 5 -
Jacarta
fora do baralho
- 6 -
Tokio tem a linguagem do riso
Rio tem a linguagem do toque
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
No largo do machado: [ainda]
terça-feira, 30 de agosto de 2011
“ESTAÇÃO DE TREM: VIGÁRIO GERAL”
Estrutura de concreto e ferro
Com vista
Para a Serra dos Órgãos
Onde o dedo de Deus
É cercado
Por uma floresta
Tropical
Plataforma de partida ou chegada
De inúmeros trabalhadores
Estrutura de concreto e ferro
De onde também se vê
Os quatro andares
Do Centro Cultural Waly Salomão
Que fica na Praça
Tropicalismo
Lugar
Onde há 18 anos
Pessoas inocentes
Foram assassinadas
Em vão
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
PassosAláCabanaArpoApa
Meu Senhor dos Passos
conduza
meus pés sonhadores
e passageiros
pelo Jardim de Alá
Lá,na copa de uma copacabana
meu corpo mergulhe as águas
do mineral Arpoador
E,então, seja a Lapa
meu júbilo e vivo descanso.
conduza
meus pés sonhadores
e passageiros
pelo Jardim de Alá
Lá,na copa de uma copacabana
meu corpo mergulhe as águas
do mineral Arpoador
E,então, seja a Lapa
meu júbilo e vivo descanso.
sábado, 27 de agosto de 2011
Título: Feira de São Cristovão
Material: Humano
Dimensões: Diversas ( pequenas e grandes clareiras )
tengo-lengo tengo-lengo
a sanfona,
a zabumba,
tengo- lengo tengo- lengo
musica que bate e sacode
bate e vai, bate e vem
sacode, saco de ferrinhos
sacode forró e xaxado
falsos pés de mamão, cactos, coqueiros, florões.
Baloes que não caem, no teto acesos
Bandeiras, bandeirinhas, bandeirolas
até o silêncio que fica depois faz dançar
Material: Humano
Dimensões: Diversas ( pequenas e grandes clareiras )
tengo-lengo tengo-lengo
a sanfona,
a zabumba,
tengo- lengo tengo- lengo
musica que bate e sacode
bate e vai, bate e vem
sacode, saco de ferrinhos
sacode forró e xaxado
falsos pés de mamão, cactos, coqueiros, florões.
Baloes que não caem, no teto acesos
Bandeiras, bandeirinhas, bandeirolas
até o silêncio que fica depois faz dançar
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
IMPRESSÕES DE UMA COMUNICAÇÃO
LÍNGUA SORRISO
Luis Turiba
totalmente estrangeiro na ilha do Sol Nascente
a língua é uma barreira não uma fronteira
não existem fronteiras para quem sorri
ando de metrô almoço pago contas
como sushi e tropeço na multidão
Hay!
tiro fotos compro pão suco de laranja
manteiga e café na loja de conveniência
próxima ao hotel
Hay!
atravesso ruas obedeço à mão inglesa
páro para ver letreiros que piscam seus
ideogramas em jogos lisérgicos de luzes
e cores vendendo bugingangas
eletrônicas e cibernéticas
Hay!
parece até que já andei por aqui pois
por tras de cada japonesa existe
um sorriso tímido quase gueixa e algumas
até arriscam comunicação com um breve
tchauzinho e mão de concha na boca
Hay!
gosto das meninas e jovens que
se fantasiam de bonecas tomogotchis
e andam trocando pernas como Any
Winehouse pelos cruzamentos do Shabuia
com seus sapatos rosas choque e meinhas
de babados coloridos e mini saias esvoaçantes
Hay!
e também dos meninos que fazem sobrancelhas
e usam óculos com aros pesados e coloridos
são hippies da modernidade oriental
com uma porção gay pulsando nos olhos de amêndoas
Hay!
quem não se comunica se trumbica dizia
Chacrinha mas aqui dentro do metrô não há
comunicação de olhares como no Rio
se esbarram ninguém pede desculpa nem sorry
aqui ninguém vê ninguém e todos teclam seus
celulares para mensagens ou lêem livos com
frases na vertical
Hay!
no Japão é oito ou oitenta e oito
é moto kawasaki 1800 ou quimono de fora
dos templos dos samurais
e tudo se comunica entre si por sorrisos de
arigatôs ou notas de yens trocadas por dólares
numa casa de câmbio de Ueno ou Akidabara
Tókio, 23/08/2011
Luis Turiba
totalmente estrangeiro na ilha do Sol Nascente
a língua é uma barreira não uma fronteira
não existem fronteiras para quem sorri
ando de metrô almoço pago contas
como sushi e tropeço na multidão
Hay!
tiro fotos compro pão suco de laranja
manteiga e café na loja de conveniência
próxima ao hotel
Hay!
atravesso ruas obedeço à mão inglesa
páro para ver letreiros que piscam seus
ideogramas em jogos lisérgicos de luzes
e cores vendendo bugingangas
eletrônicas e cibernéticas
Hay!
parece até que já andei por aqui pois
por tras de cada japonesa existe
um sorriso tímido quase gueixa e algumas
até arriscam comunicação com um breve
tchauzinho e mão de concha na boca
Hay!
gosto das meninas e jovens que
se fantasiam de bonecas tomogotchis
e andam trocando pernas como Any
Winehouse pelos cruzamentos do Shabuia
com seus sapatos rosas choque e meinhas
de babados coloridos e mini saias esvoaçantes
Hay!
e também dos meninos que fazem sobrancelhas
e usam óculos com aros pesados e coloridos
são hippies da modernidade oriental
com uma porção gay pulsando nos olhos de amêndoas
Hay!
quem não se comunica se trumbica dizia
Chacrinha mas aqui dentro do metrô não há
comunicação de olhares como no Rio
se esbarram ninguém pede desculpa nem sorry
aqui ninguém vê ninguém e todos teclam seus
celulares para mensagens ou lêem livos com
frases na vertical
Hay!
no Japão é oito ou oitenta e oito
é moto kawasaki 1800 ou quimono de fora
dos templos dos samurais
e tudo se comunica entre si por sorrisos de
arigatôs ou notas de yens trocadas por dólares
numa casa de câmbio de Ueno ou Akidabara
Tókio, 23/08/2011
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