* notas:
- O FARANI CINCO TRÊS surgiu através da oficina orientada pelo poeta Chacal, na Biblioteca de Botafogo. Parceria da SMC RJ. Iniciada em Abril de 2011.
- O FARANI CINCO TRÊS surgiu através da oficina orientada pelo poeta Chacal, na Biblioteca de Botafogo. Parceria da SMC RJ. Iniciada em Abril de 2011.
- O Farani Cinco Tres participa do projeto FORA DE ÁREA, em parceria com a rede NORTE COMUM, e realização do SESC Rio! As oficinas de jogos poéticos do FORA DE ÁREA acontecem todas as quintas feiras, às 18h30. Na biblioteca do SESC TIJUCA. É de graça, é só chegar. Recomeça em abril de 2013. É só chegar!
- FARANIS livros!
- O próximo CEP20000 será na última semana do mês. No Espaço Sérgio Porto [Rua Humaitá, 163 / fundos – 2535 3846]. Sob a coordenação do poeta Chacal, poesia, música, cinema e muito mais. Só vendo, indo, vivendo. O FARANI CINCO TRES também está por lá!
- FARANIS livros!
#JOSE HENRIQUE CALAZANS relançou seu livro, em versão ampliada - com poemas novos: QUEM VAI LER ESSA MERDA? no Sarará, o sarau, que acontece no Spa Cultural PAz, no Catete, dia 12 de outubro - das crianças!
#ALICE SOUTO lançou seu fanzine POESIA AUTO-SUSTENTÁVEL, em versão bilingue, na FLIP2012 em Paraty.
#FELIZPE FRUTOSE lançou seu FRUTA AFRODISIACA (amostra grátis) no dia 23 de março de 2012! lançamento virtual já com mais de 500 visualizações! PARABÉNS, FELIZPE! Para ler, CLIQue aQui!
#FELIZPE FRUTOSE lançou seu FRUTA AFRODISIACA (amostra grátis) no dia 23 de março de 2012! lançamento virtual já com mais de 500 visualizações! PARABÉNS, FELIZPE! Para ler, CLIQue aQui!
#SILVIA CASTRO lançou o seu PRIMEIRO, em dezembro de 2011, também online. Quer ler? CliQue AQui!
#CESAR GOMES lançou também o seu Livro 22, em novembro de 2011, que pode ser lido AQui!
#ANA SCHLIMOVICH também lançou o seu ANAFENIX, em dezembro de 2011! poemas e fotos de las anas: AqUi!
#CESAR GOMES lançou também o seu Livro 22, em novembro de 2011, que pode ser lido AQui!
#ANA SCHLIMOVICH também lançou o seu ANAFENIX, em dezembro de 2011! poemas e fotos de las anas: AqUi!
terça-feira, 18 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
Delírio tropical
Caminhar no verão ao meio-dia:
suor pinga e o Sol me desafia
Febril, sempre penso
Haverá um tempo em que mulher
vai poder tirar camisa?
suor pinga e o Sol me desafia
Febril, sempre penso
Haverá um tempo em que mulher
vai poder tirar camisa?
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
labirinto
migalhas de pão e nenhum passarinho para ciscar
queijo manteiga café leite sofá
o celacanto nem pia mas deveria cantar
manhã silêncio buzina e nada para rimar
há tempo...
o minotauro só chega para o jantar
migalhas de pão e nenhum passarinho para ciscar
queijo manteiga café leite sofá
o celacanto nem pia mas deveria cantar
manhã silêncio buzina e nada para rimar
há tempo...
o minotauro só chega para o jantar
quinta-feira, 24 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Estudo Náuseo
E tudo Tudo________
trança desconchavada ,
falta de Erês , Passarinhos
essa mazomba
de encardistância
no afôgo à Forca
onde alguns teimam ver Flor :
A vida_______Pássara , Pressa
madrastamência
de escalavrância
assim futunda ,
Fidida .
trança desconchavada ,
falta de Erês , Passarinhos
essa mazomba
de encardistância
no afôgo à Forca
onde alguns teimam ver Flor :
A vida_______Pássara , Pressa
madrastamência
de escalavrância
assim futunda ,
Fidida .
Açougue Ceuta , 1940
À porta do açougue Ceuta .
Acém tá caro , e roncolho .
E , mesmo bão , mirimbico .
Falar no mosqueiro é fácil :
tão num zunzúrio
que a gente lembra o ditado ,
passa a tranca na boca .
Carne ali passa longe
das bocas da babilônia_______
acém tá caro , difícil
roncolho
pra todo mundo .
Mais tarde os braços da noite .
Açougue fecha , o português
leva os bigodes , as chaves .
Leva um tanto das moscas .
A fome fica , Senhora_______
das bocas da babilônia .
Acém tá caro , e roncolho .
E , mesmo bão , mirimbico .
Falar no mosqueiro é fácil :
tão num zunzúrio
que a gente lembra o ditado ,
passa a tranca na boca .
Carne ali passa longe
das bocas da babilônia_______
acém tá caro , difícil
roncolho
pra todo mundo .
Mais tarde os braços da noite .
Açougue fecha , o português
leva os bigodes , as chaves .
Leva um tanto das moscas .
A fome fica , Senhora_______
das bocas da babilônia .
Inventário
Manhã , no quintal dos outros .
Aqui meus serões costurando noites
numa mortalha comprida .
Há pelo menos dez anos
que morro , bebendo leite de lata
das encruzilhadas , pensando coxas e seios
que NUNCA me viram nu .
Já fui de tudo , fumaça negra dos carros
e cocô de cabrito ,
toquei viola e zabumba
pra maluco dançar ,
fui papagaio de "apóstolos"
catando a vida em Gramacho .
Desaprendi passarinhos ,
hoje faz ponto num canto
necessário urubu . Segue o Seco
em desabar catedrais .
Aqui meus serões costurando noites
numa mortalha comprida .
Há pelo menos dez anos
que morro , bebendo leite de lata
das encruzilhadas , pensando coxas e seios
que NUNCA me viram nu .
Já fui de tudo , fumaça negra dos carros
e cocô de cabrito ,
toquei viola e zabumba
pra maluco dançar ,
fui papagaio de "apóstolos"
catando a vida em Gramacho .
Desaprendi passarinhos ,
hoje faz ponto num canto
necessário urubu . Segue o Seco
em desabar catedrais .
Outra Canção Amiga
Eu também preparo
uma canção não-modesta
em que eu mereça minha mãe
se reconheçam as flores
e abra os olhos de muitos
Andando muitos países
busque as árvores de Maio
acorde as cores do Outono
e sejam verde-Esperança
que nossas vidas-Semente
brotem no cinza das coisas
das horas-Pressa , e da vida
mostrem aos ombros curvados
o chão dos pássaros , Todos
Eu preparo canção
que seja mais que apenas sentimento
e nela durmam todas as Infâncias .
uma canção não-modesta
em que eu mereça minha mãe
se reconheçam as flores
e abra os olhos de muitos
Andando muitos países
busque as árvores de Maio
acorde as cores do Outono
e sejam verde-Esperança
que nossas vidas-Semente
brotem no cinza das coisas
das horas-Pressa , e da vida
mostrem aos ombros curvados
o chão dos pássaros , Todos
Eu preparo canção
que seja mais que apenas sentimento
e nela durmam todas as Infâncias .
domingo, 1 de abril de 2012
PROJETO FORA DE ÁREA

O QUE É? Um projeto de poesia em dois momentos: Oficinas e Interferências.
_Oficina de Jogos Poéticos_ Encontros semanais de pesquisa e criação, combinando a leitura dos principais poetas brasileiros do século XX com atividades lúdicas, incentivando a criação.
_Interferências_ Ações bimestrais com o conteúdo produzido nas oficinas em forma de intervenção urbana e participação de artistas convidados integrando as diversas artes: poesia, música, vídeo, dança, performance e artes visuais.
COMO FUNCIONA?
Módulos bimestrais de oficinas às quintas-feiras de 18h30 às 20h30, na biblioteca do SESC Tijuca.
_Primeiro Módulo_ Modernismo e seus principais poetas: Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Morais.
QUEM FAZ? Luca Argel (rede Norte Comum), Bruno Borja e Lucia Helena Ramos (Farani53). Equipe de Produção: Julia Vommaro e Juliana Sá (Norte Comum). Co-realização: Sesc Rio. Parceria: Norte Comum e Farani Cinco Três.
Inscrições gratuitas pelo email: contatoforadearea@gmail.com
sábado, 17 de março de 2012
"JARDIM DE ALÁ"
A rua que dá no mar
A mesma que dá na lagoa
É nessa rua que eu tô!
A mesma que dá na lagoa
É nessa rua que eu tô!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
a procura da poesia
"Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo."
e
não é o sonho essa coisa que adentra
feito um circo transcendental misturando
fogo, malabares, bailarinos e o palhaço
que ri da plateia e
quando se vive na fila de banco
não é o homem contando as notas
ambiciosas que mal cabem na palma da mão
sobre a tela com notícias de minas
e não é minas a terra de ferro vermelha
de águas e vales infinitos que tanto
fundem à vista as pistas de onde está
a chave, chave que abre qualquer cadeado,
chave-mestra, chave-ideia, chave-achada
não é essa coisa férrea
que cobre o texto como cobre o cobre o homem
firula a cintura e reboliça as entranhas
feito um sono longo que nem se lembra
de tanto sonho louco e mais e mais e mais
e
não é o sonho essa coisa que adentra?
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo."
e
não é o sonho essa coisa que adentra
feito um circo transcendental misturando
fogo, malabares, bailarinos e o palhaço
que ri da plateia e
quando se vive na fila de banco
não é o homem contando as notas
ambiciosas que mal cabem na palma da mão
sobre a tela com notícias de minas
e não é minas a terra de ferro vermelha
de águas e vales infinitos que tanto
fundem à vista as pistas de onde está
a chave, chave que abre qualquer cadeado,
chave-mestra, chave-ideia, chave-achada
não é essa coisa férrea
que cobre o texto como cobre o cobre o homem
firula a cintura e reboliça as entranhas
feito um sono longo que nem se lembra
de tanto sonho louco e mais e mais e mais
e
não é o sonho essa coisa que adentra?
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Esperança
Estrela na estrada traz pro
caminho
Presente que reluz
Pra aquecer o que é vivo
Fio dourado do sol, feito caminho de luz
É pra todo menino
Presente pra batucar, pra tecer destino
Tesouro
Encanto que se encontra
Encanto que se encontra
É de dentro pra dentro
Feito Esperança que entra
pela janela
E a gente nem sabe o que
é...
Para o Menino...
Todo dezembro nasce o menino
E no Brasil todo dia é dezembro
Os meninos vão se parindo por aí
E é pra eles toda a sorte de presentes
Rapadura pra adoçar a vida
Farinha pra enganar a fome
Psicotrópicos pra embriagar o olhar
Neste natal de todo dia
Seguem os meninos em holocausto
Ao encontro de um destino na Cruz
Enquanto isso, nós do mesmo planeta, comemoramos,
Festejamos a chegada do amor vivo na terra dos homens
Cantado: “Quando. seu moço, nasceu meu rebento, não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar...
Na sua meninice um dia ele me disse que chegava lá
Olha aí, olha aí... É o meu guri...”
Os meninos vão se parindo por aí
E é pra eles toda a sorte de presentes
Rapadura pra adoçar a vida
Farinha pra enganar a fome
Psicotrópicos pra embriagar o olhar
Neste natal de todo dia
Seguem os meninos em holocausto
Ao encontro de um destino na Cruz
Enquanto isso, nós do mesmo planeta, comemoramos,
Festejamos a chegada do amor vivo na terra dos homens
Cantado: “Quando. seu moço, nasceu meu rebento, não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar...
Na sua meninice um dia ele me disse que chegava lá
Olha aí, olha aí... É o meu guri...”
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
BOAS FESTAS
Na tal noite
pequenino
mamei no peito
esparramado
fui ninado
Na tal noite
brincamos
de papai-mamãe
Noel
Fui menino
ganhando presente
e tua estrela-umbigo
belém, belém
brilhava as pistas do caminho
pequenino
mamei no peito
esparramado
fui ninado
Na tal noite
brincamos
de papai-mamãe
Noel
Fui menino
ganhando presente
e tua estrela-umbigo
belém, belém
brilhava as pistas do caminho
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Pode ser de dentro pra fora
ou de fora pra dentro
Poesia é movimento
Cambalhota, salto a distância, passo a frente
Sua procura já é um achado
Luz no fim do túnel, pôr-do-sol no fim do dia
Feita em sonho ou sala de espera de dentista
Passatempo, caça-palavras, quebra-cabeça
Sobre céus e infernos
É queda-de-braço, luta livre, parto sem anestesia
Tudo o que falta e o que transborda é poesia
ou de fora pra dentro
Poesia é movimento
Cambalhota, salto a distância, passo a frente
Sua procura já é um achado
Luz no fim do túnel, pôr-do-sol no fim do dia
Feita em sonho ou sala de espera de dentista
Passatempo, caça-palavras, quebra-cabeça
Sobre céus e infernos
É queda-de-braço, luta livre, parto sem anestesia
Tudo o que falta e o que transborda é poesia
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A antipoeta
Há dias em que
a arte do poeta
me parece uma
punheta
realizamos
nossos desejos
com a ponta da
caneta
em vez de escrever
giraria a maçaneta
correria até sua boca
e ficaria queta
jamais me visita
a tal da inspiração
meu caso
é simples
a poesia
vem
quando você
não
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
VOU TE VER ÀS 11:11 DO 11 DO 2011
Zonzos nas onzes - Às 11:11 do 11 de 11 do 2011
Luis Turiba
Como diz o poeta às vésperas dos seus 111:
Não faça versos sobre datas, fatos,
acontecimentos pontuais do cotidiano.
Não seja leviano, fulano ou sicrano,
não tampe o sol com quentes panos.
O melhor é não fazê-lo
Será um desmantelo
Um furdúncio de atropelos
Sê-los ou não sê-los?
This is a satisfaction.
Mas às 11&11 do onze de onze do 2000&onze
Vou estar com você no trem das onze
Queimar seu bronze, jogar nas onze
Pelas onze badaladas da lua cheia
Pelas onze rodadas de chopp e meia
Onze espasmos onze orgasmos
Onze abraços onze frangalhos
Onze beijos apaixonados
Onze chupões de afogados
Onze casais aloprados
Por tanto, às 11&11 do 11 de 11 do 2000&11
vejo de perto você bem longe
não há versos sobre datas cotidianas
mas a equação está posta na roleta
façam suas apostas zazz borboletas
você é mais que dez e me consome
é o onze que pintou no meu gramado
lado a lado, alma gêmea seriada
sou seu 1 de dois, não zombe: ame
você é meu transe, noves fora, onze
Luis Turiba
Como diz o poeta às vésperas dos seus 111:
Não faça versos sobre datas, fatos,
acontecimentos pontuais do cotidiano.
Não seja leviano, fulano ou sicrano,
não tampe o sol com quentes panos.
O melhor é não fazê-lo
Será um desmantelo
Um furdúncio de atropelos
Sê-los ou não sê-los?
This is a satisfaction.
Mas às 11&11 do onze de onze do 2000&onze
Vou estar com você no trem das onze
Queimar seu bronze, jogar nas onze
Pelas onze badaladas da lua cheia
Pelas onze rodadas de chopp e meia
Onze espasmos onze orgasmos
Onze abraços onze frangalhos
Onze beijos apaixonados
Onze chupões de afogados
Onze casais aloprados
Por tanto, às 11&11 do 11 de 11 do 2000&11
vejo de perto você bem longe
não há versos sobre datas cotidianas
mas a equação está posta na roleta
façam suas apostas zazz borboletas
você é mais que dez e me consome
é o onze que pintou no meu gramado
lado a lado, alma gêmea seriada
sou seu 1 de dois, não zombe: ame
você é meu transe, noves fora, onze
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Completamente endrummoniada
Ando endrummoniada
Ando esquecida das coisas
Ando inventada
Ando vaga
Olho tudo na distância
Nada me toca
Nada me alcança
Tu já não faz parte
Eu que parto
Tu já es pretérito
Eu nada sinto
Ando desacordada
Ando levemente encorajada
Ando de novo
Ando completamente endrummoniada
Ando esquecida das coisas
Ando inventada
Ando vaga
Olho tudo na distância
Nada me toca
Nada me alcança
Tu já não faz parte
Eu que parto
Tu já es pretérito
Eu nada sinto
Ando desacordada
Ando levemente encorajada
Ando de novo
Ando completamente endrummoniada
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
AONDE ANDA A ONG?
Parafraseando Bandeira, em homenagem a faxina de Dilma
a Ong anda
aonde anda
a Ong?
A Ong ainda
ainda Ong
ainda anda
aonde?
a onde?
a Ong a Ong
a Ong anda
aonde anda
a Ong?
A Ong ainda
ainda Ong
ainda anda
aonde?
a onde?
a Ong a Ong
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Drummond erótico ganha releitura no RJ

Performance poética chamada “Baixo Drummond” será apresentada no CEP 20000
A partir do próximo mês, o Brasil começa a celebrar o centenário de Carlos Drummond de Andrade, nascido em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902.
Entre tantas homenagens, o grupo carioca de poesia e performance “FaraniCincoTrês”, criado pelo poeta Chacal, optou por uma ousada releitura do livro póstumo “Amor Natural”. São poemas eróticos, voltados para o amor carnal e a celebração do corpo da mulher amada.
O recital que recebe o nome de “Baixo Drummond” estréia no próximo dia 26, quarta-feira, no CEP 20.000, Teatro Sérgio Porto, no Humaitá, às 21 horas. O grupo “Farani” apresentará poemas autorais baseados na obra drummondiana. Mas pelo menos dois poemas de CDA serão lidos na perfomance: “Cabaré Mineiro”, por Chacal; e “A bunda, que engraçada”, por Luis Turiba.
Boca
Boca: nunca beijarei.
Boca de outro, que ris de mim,
No milímetro que nos separa,
... Cabem todos os abismos.
[Drummond]

Boca: Batom
Dentes
Brancos lábios
Vermelhas portas
de entrada
Para um Outro
Universo
__Pessoa
_____Lugar
_______Acesso
Boca: que fala mas não ouço
Só vejo, intuo a língua
a brincar de esconde
No abre e fecha
Da umidade rosa
[vejo-te rosa,
dizem vermelha, mas és rosa]
Que aguça a gula
Paladar e tato
Desejo do gosto
Do gozo
Beijo: Como será?
Lento, apressado
Intrometido, abusado?
Curioso, o medo o retém.
Impotente, em regime e dieta,
Sem raiva.
Guarda em sonho
O beijo que não beijei.
Beijarei?
Boca de outro, que ris de mim,
No milímetro que nos separa,
... Cabem todos os abismos.
[Drummond]

Boca: Batom
Dentes
Brancos lábios
Vermelhas portas
de entrada
Para um Outro
Universo
__Pessoa
_____Lugar
_______Acesso
Boca: que fala mas não ouço
Só vejo, intuo a língua
a brincar de esconde
No abre e fecha
Da umidade rosa
[vejo-te rosa,
dizem vermelha, mas és rosa]
Que aguça a gula
Paladar e tato
Desejo do gosto
Do gozo
Beijo: Como será?
Lento, apressado
Intrometido, abusado?
Curioso, o medo o retém.
Impotente, em regime e dieta,
Sem raiva.
Guarda em sonho
O beijo que não beijei.
Beijarei?
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Amor natural
Poucas coisas nesse mundo superam a delícia de, ainda dormindo,
sentir o membro do homem amado já acordado.
Sem abrir os olhos, entregar o corpo sonolento
ao comando de seu desejo badalando as 12 horas.
Então, o que era botão abre-se em flor.
E deste sonho de vai-e-vem sonâmbulo,
desperto num gozo doce de bom dia.
sentir o membro do homem amado já acordado.
Sem abrir os olhos, entregar o corpo sonolento
ao comando de seu desejo badalando as 12 horas.
Então, o que era botão abre-se em flor.
E deste sonho de vai-e-vem sonâmbulo,
desperto num gozo doce de bom dia.
domingo, 23 de outubro de 2011
Exorcismo
Vaza capeta!
Chega desses toques macabros
que me quebram as pernas
os dois braços, juntos
e me deitam
Tire de mim esses lábios carnudos
que absorvem meu êxtase
lambem meus órgãos
chupam minha alma
Para demônio!
Desgruda do meu corpo
esse prazer mascarado
esta me matando aos poucos
Se não fosse o sofrimento
que me espanca quando fico em pé
me deixaria devorar
nesse ritual inesgotável
que se intensifica
por culpa desse pacto
de adiar o gozo
até transcender
Me erra, senhor das trevas!
os delírios horizontais
eu vou pagar com a vida
você se transformou em minha heroína
Que me salve esse poema
que essas letras digitadas
conjurem para que seus talentos de galante
não mais me alcancem
Vaza capeta!
O elixir do meu ser
você já tem
que mais você quer?
Chega desses toques macabros
que me quebram as pernas
os dois braços, juntos
e me deitam
Tire de mim esses lábios carnudos
que absorvem meu êxtase
lambem meus órgãos
chupam minha alma
Para demônio!
Desgruda do meu corpo
esse prazer mascarado
esta me matando aos poucos
Se não fosse o sofrimento
que me espanca quando fico em pé
me deixaria devorar
nesse ritual inesgotável
que se intensifica
por culpa desse pacto
de adiar o gozo
até transcender
Me erra, senhor das trevas!
os delírios horizontais
eu vou pagar com a vida
você se transformou em minha heroína
Que me salve esse poema
que essas letras digitadas
conjurem para que seus talentos de galante
não mais me alcancem
Vaza capeta!
O elixir do meu ser
você já tem
que mais você quer?
sábado, 22 de outubro de 2011
Drummoniando
Um carro passando,
a luz de um poste qualquer,
qualquer coisa longe
Um moço indo
ereto, olhos à frente,
onde mal se enxerga
O sol que saiu
O sal que sobrou
O mar que sorri
igual todo dia que vai
lá fora, enquanto aqui
se fode, com vagar...
Eta vida boa, meu Deus.
a luz de um poste qualquer,
qualquer coisa longe
Um moço indo
ereto, olhos à frente,
onde mal se enxerga
O sol que saiu
O sal que sobrou
O mar que sorri
igual todo dia que vai
lá fora, enquanto aqui
se fode, com vagar...
Eta vida boa, meu Deus.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
drummond de conchinha
por baixo das colchas vivia um desejo
um desejo capaz de embarcar o mundo
por baixo das colchas vivia um mundo
e todo desejo que ali cabia
– coxas, gemidos, taras –
era mais
muito mais
que qualquer colcha
que qualquer mundo
um desejo capaz de embarcar o mundo
por baixo das colchas vivia um mundo
e todo desejo que ali cabia
– coxas, gemidos, taras –
era mais
muito mais
que qualquer colcha
que qualquer mundo
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A atriz
O lugar é escuro e estreito
As mesas, poucas, ocupam os cantos
do que parece ser um longo corredor.
Na pequena pista estroboscópica ,
A imperatriz acena
Com um punhado de gestos picotados
Meio xacaxaca na butchaca, Shaft!
a cena, acende o poeta.
Opalescente bum
Incandescente bum
Pluribunda unibunda
É ela a atriz!
Bunda maga e plural, bunda alem do irreal
Concentra a música incessante
Do girabundo cósmico.
Vai seguindo e cantando e envolvendo de espasmo
o arco do triunfo, a ponte de suspiros
a torre de suicídio, a morte do Arpoador
bunditálix, bundífoda
bundamor, bundamor, bundamor, bundamor.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
AMAR
"que pode uma criatura, senão
entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
amar e malamar
amar, desamar, amar
sempre, e até de olhos vidrados,
amar"
CDA, Amar do livro Claro Enigma
entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
amar e malamar
amar, desamar, amar
sempre, e até de olhos vidrados,
amar"
CDA, Amar do livro Claro Enigma
sábado, 15 de outubro de 2011
Casa da Cachaça
Na esquina da Mem de Sá,
a última ponta, o último gole no gengibre, a última ronda
Olhos vermelhos caçam
Bocas vermelhas querem
Nem sempre se encontram: já é sábado.
a última ponta, o último gole no gengibre, a última ronda
Olhos vermelhos caçam
Bocas vermelhas querem
Nem sempre se encontram: já é sábado.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Um RIO de Sustos Clama por Choque de Realidade
Luis Turiba
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, a rua alagou, o bonde virou, a juíza morreu, o restaurante explodiu.
E agora, José, você que sofreu, você que pagou, você que explodiu, o que será do Rio? Quando pensamos que chegamos ao fim do bueiro, ou melhor, do poço, vem algo pior e quase inacreditável. Depois que um comandante da PM urde, trama e arma sua horda o silêncio da justiça, assinando uma juíza do bem em plena luz do dia, o que mais podemos esperar de uma cidade que não consegue mais disfarçar sua crueldade-jardim?
Sim, José! O Rio de Janeiro está gravemente enfermo. Está na UTI da civilidade e da razão. Precisa mesmo tomar um choque de realidade e verdade. De vergonha e de dignidade. Abre o olho prefeito. Olha a nau, Cabral. Na subida do morro me contaram: há algo de fedido e muito pobre no reino da poluída Guanabara.
Como fazer uma Copa do Mundo sem abolir a Lei de Gérson? Quem paga o pato? Quem solta o bicho? Quem ganha no grito? Quem é mais esperto? O secretário que culpa o motorneiro do bonde ou o dono do gás explosivo que se hospitaliza para fugir do flagrante. Também quero o meu Nike. UPPs de TPM. Que recorde vamos bater nas Olimpíadas de 2016? O de desmandos, de corrupções, de desmantelos?
Chega de basta, José?
Ou restaura-se o mínimo de lógica, ou explodiremos todos no sol dos sem sentidos na Praça Tiradentes, no Corcovado, no Pão de Açúcar, no Maracanã, no Sambódromo, no Theatro Municipal.
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, a rua alagou, o bonde virou, a juíza morreu, o restaurante explodiu.
E agora, José, você que sofreu, você que pagou, você que explodiu, o que será do Rio? Quando pensamos que chegamos ao fim do bueiro, ou melhor, do poço, vem algo pior e quase inacreditável. Depois que um comandante da PM urde, trama e arma sua horda o silêncio da justiça, assinando uma juíza do bem em plena luz do dia, o que mais podemos esperar de uma cidade que não consegue mais disfarçar sua crueldade-jardim?
Sim, José! O Rio de Janeiro está gravemente enfermo. Está na UTI da civilidade e da razão. Precisa mesmo tomar um choque de realidade e verdade. De vergonha e de dignidade. Abre o olho prefeito. Olha a nau, Cabral. Na subida do morro me contaram: há algo de fedido e muito pobre no reino da poluída Guanabara.
Como fazer uma Copa do Mundo sem abolir a Lei de Gérson? Quem paga o pato? Quem solta o bicho? Quem ganha no grito? Quem é mais esperto? O secretário que culpa o motorneiro do bonde ou o dono do gás explosivo que se hospitaliza para fugir do flagrante. Também quero o meu Nike. UPPs de TPM. Que recorde vamos bater nas Olimpíadas de 2016? O de desmandos, de corrupções, de desmantelos?
Chega de basta, José?
Ou restaura-se o mínimo de lógica, ou explodiremos todos no sol dos sem sentidos na Praça Tiradentes, no Corcovado, no Pão de Açúcar, no Maracanã, no Sambódromo, no Theatro Municipal.
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