"Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo."
e
não é o sonho essa coisa que adentra
feito um circo transcendental misturando
fogo, malabares, bailarinos e o palhaço
que ri da plateia e
quando se vive na fila de banco
não é o homem contando as notas
ambiciosas que mal cabem na palma da mão
sobre a tela com notícias de minas
e não é minas a terra de ferro vermelha
de águas e vales infinitos que tanto
fundem à vista as pistas de onde está
a chave, chave que abre qualquer cadeado,
chave-mestra, chave-ideia, chave-achada
não é essa coisa férrea
que cobre o texto como cobre o cobre o homem
firula a cintura e reboliça as entranhas
feito um sono longo que nem se lembra
de tanto sonho louco e mais e mais e mais
e
não é o sonho essa coisa que adentra?
* notas:
- O FARANI CINCO TRÊS surgiu através da oficina orientada pelo poeta Chacal, na Biblioteca de Botafogo. Parceria da SMC RJ. Iniciada em Abril de 2011.
- O FARANI CINCO TRÊS surgiu através da oficina orientada pelo poeta Chacal, na Biblioteca de Botafogo. Parceria da SMC RJ. Iniciada em Abril de 2011.
- O Farani Cinco Tres participa do projeto FORA DE ÁREA, em parceria com a rede NORTE COMUM, e realização do SESC Rio! As oficinas de jogos poéticos do FORA DE ÁREA acontecem todas as quintas feiras, às 18h30. Na biblioteca do SESC TIJUCA. É de graça, é só chegar. Recomeça em abril de 2013. É só chegar!
- FARANIS livros!
- O próximo CEP20000 será na última semana do mês. No Espaço Sérgio Porto [Rua Humaitá, 163 / fundos – 2535 3846]. Sob a coordenação do poeta Chacal, poesia, música, cinema e muito mais. Só vendo, indo, vivendo. O FARANI CINCO TRES também está por lá!
- FARANIS livros!
#JOSE HENRIQUE CALAZANS relançou seu livro, em versão ampliada - com poemas novos: QUEM VAI LER ESSA MERDA? no Sarará, o sarau, que acontece no Spa Cultural PAz, no Catete, dia 12 de outubro - das crianças!
#ALICE SOUTO lançou seu fanzine POESIA AUTO-SUSTENTÁVEL, em versão bilingue, na FLIP2012 em Paraty.
#FELIZPE FRUTOSE lançou seu FRUTA AFRODISIACA (amostra grátis) no dia 23 de março de 2012! lançamento virtual já com mais de 500 visualizações! PARABÉNS, FELIZPE! Para ler, CLIQue aQui!
#FELIZPE FRUTOSE lançou seu FRUTA AFRODISIACA (amostra grátis) no dia 23 de março de 2012! lançamento virtual já com mais de 500 visualizações! PARABÉNS, FELIZPE! Para ler, CLIQue aQui!
#SILVIA CASTRO lançou o seu PRIMEIRO, em dezembro de 2011, também online. Quer ler? CliQue AQui!
#CESAR GOMES lançou também o seu Livro 22, em novembro de 2011, que pode ser lido AQui!
#ANA SCHLIMOVICH também lançou o seu ANAFENIX, em dezembro de 2011! poemas e fotos de las anas: AqUi!
#CESAR GOMES lançou também o seu Livro 22, em novembro de 2011, que pode ser lido AQui!
#ANA SCHLIMOVICH também lançou o seu ANAFENIX, em dezembro de 2011! poemas e fotos de las anas: AqUi!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
a procura da poesia
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Esperança
Estrela na estrada traz pro
caminho
Presente que reluz
Pra aquecer o que é vivo
Fio dourado do sol, feito caminho de luz
É pra todo menino
Presente pra batucar, pra tecer destino
Tesouro
Encanto que se encontra
Encanto que se encontra
É de dentro pra dentro
Feito Esperança que entra
pela janela
E a gente nem sabe o que
é...
Para o Menino...
Todo dezembro nasce o menino
E no Brasil todo dia é dezembro
Os meninos vão se parindo por aí
E é pra eles toda a sorte de presentes
Rapadura pra adoçar a vida
Farinha pra enganar a fome
Psicotrópicos pra embriagar o olhar
Neste natal de todo dia
Seguem os meninos em holocausto
Ao encontro de um destino na Cruz
Enquanto isso, nós do mesmo planeta, comemoramos,
Festejamos a chegada do amor vivo na terra dos homens
Cantado: “Quando. seu moço, nasceu meu rebento, não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar...
Na sua meninice um dia ele me disse que chegava lá
Olha aí, olha aí... É o meu guri...”
Os meninos vão se parindo por aí
E é pra eles toda a sorte de presentes
Rapadura pra adoçar a vida
Farinha pra enganar a fome
Psicotrópicos pra embriagar o olhar
Neste natal de todo dia
Seguem os meninos em holocausto
Ao encontro de um destino na Cruz
Enquanto isso, nós do mesmo planeta, comemoramos,
Festejamos a chegada do amor vivo na terra dos homens
Cantado: “Quando. seu moço, nasceu meu rebento, não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar...
Na sua meninice um dia ele me disse que chegava lá
Olha aí, olha aí... É o meu guri...”
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
BOAS FESTAS
Na tal noite
pequenino
mamei no peito
esparramado
fui ninado
Na tal noite
brincamos
de papai-mamãe
Noel
Fui menino
ganhando presente
e tua estrela-umbigo
belém, belém
brilhava as pistas do caminho
pequenino
mamei no peito
esparramado
fui ninado
Na tal noite
brincamos
de papai-mamãe
Noel
Fui menino
ganhando presente
e tua estrela-umbigo
belém, belém
brilhava as pistas do caminho
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Pode ser de dentro pra fora
ou de fora pra dentro
Poesia é movimento
Cambalhota, salto a distância, passo a frente
Sua procura já é um achado
Luz no fim do túnel, pôr-do-sol no fim do dia
Feita em sonho ou sala de espera de dentista
Passatempo, caça-palavras, quebra-cabeça
Sobre céus e infernos
É queda-de-braço, luta livre, parto sem anestesia
Tudo o que falta e o que transborda é poesia
ou de fora pra dentro
Poesia é movimento
Cambalhota, salto a distância, passo a frente
Sua procura já é um achado
Luz no fim do túnel, pôr-do-sol no fim do dia
Feita em sonho ou sala de espera de dentista
Passatempo, caça-palavras, quebra-cabeça
Sobre céus e infernos
É queda-de-braço, luta livre, parto sem anestesia
Tudo o que falta e o que transborda é poesia
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A antipoeta
Há dias em que
a arte do poeta
me parece uma
punheta
realizamos
nossos desejos
com a ponta da
caneta
em vez de escrever
giraria a maçaneta
correria até sua boca
e ficaria queta
jamais me visita
a tal da inspiração
meu caso
é simples
a poesia
vem
quando você
não
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
VOU TE VER ÀS 11:11 DO 11 DO 2011
Zonzos nas onzes - Às 11:11 do 11 de 11 do 2011
Luis Turiba
Como diz o poeta às vésperas dos seus 111:
Não faça versos sobre datas, fatos,
acontecimentos pontuais do cotidiano.
Não seja leviano, fulano ou sicrano,
não tampe o sol com quentes panos.
O melhor é não fazê-lo
Será um desmantelo
Um furdúncio de atropelos
Sê-los ou não sê-los?
This is a satisfaction.
Mas às 11&11 do onze de onze do 2000&onze
Vou estar com você no trem das onze
Queimar seu bronze, jogar nas onze
Pelas onze badaladas da lua cheia
Pelas onze rodadas de chopp e meia
Onze espasmos onze orgasmos
Onze abraços onze frangalhos
Onze beijos apaixonados
Onze chupões de afogados
Onze casais aloprados
Por tanto, às 11&11 do 11 de 11 do 2000&11
vejo de perto você bem longe
não há versos sobre datas cotidianas
mas a equação está posta na roleta
façam suas apostas zazz borboletas
você é mais que dez e me consome
é o onze que pintou no meu gramado
lado a lado, alma gêmea seriada
sou seu 1 de dois, não zombe: ame
você é meu transe, noves fora, onze
Luis Turiba
Como diz o poeta às vésperas dos seus 111:
Não faça versos sobre datas, fatos,
acontecimentos pontuais do cotidiano.
Não seja leviano, fulano ou sicrano,
não tampe o sol com quentes panos.
O melhor é não fazê-lo
Será um desmantelo
Um furdúncio de atropelos
Sê-los ou não sê-los?
This is a satisfaction.
Mas às 11&11 do onze de onze do 2000&onze
Vou estar com você no trem das onze
Queimar seu bronze, jogar nas onze
Pelas onze badaladas da lua cheia
Pelas onze rodadas de chopp e meia
Onze espasmos onze orgasmos
Onze abraços onze frangalhos
Onze beijos apaixonados
Onze chupões de afogados
Onze casais aloprados
Por tanto, às 11&11 do 11 de 11 do 2000&11
vejo de perto você bem longe
não há versos sobre datas cotidianas
mas a equação está posta na roleta
façam suas apostas zazz borboletas
você é mais que dez e me consome
é o onze que pintou no meu gramado
lado a lado, alma gêmea seriada
sou seu 1 de dois, não zombe: ame
você é meu transe, noves fora, onze
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Completamente endrummoniada
Ando endrummoniada
Ando esquecida das coisas
Ando inventada
Ando vaga
Olho tudo na distância
Nada me toca
Nada me alcança
Tu já não faz parte
Eu que parto
Tu já es pretérito
Eu nada sinto
Ando desacordada
Ando levemente encorajada
Ando de novo
Ando completamente endrummoniada
Ando esquecida das coisas
Ando inventada
Ando vaga
Olho tudo na distância
Nada me toca
Nada me alcança
Tu já não faz parte
Eu que parto
Tu já es pretérito
Eu nada sinto
Ando desacordada
Ando levemente encorajada
Ando de novo
Ando completamente endrummoniada
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
AONDE ANDA A ONG?
Parafraseando Bandeira, em homenagem a faxina de Dilma
a Ong anda
aonde anda
a Ong?
A Ong ainda
ainda Ong
ainda anda
aonde?
a onde?
a Ong a Ong
a Ong anda
aonde anda
a Ong?
A Ong ainda
ainda Ong
ainda anda
aonde?
a onde?
a Ong a Ong
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Drummond erótico ganha releitura no RJ

Performance poética chamada “Baixo Drummond” será apresentada no CEP 20000
A partir do próximo mês, o Brasil começa a celebrar o centenário de Carlos Drummond de Andrade, nascido em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902.
Entre tantas homenagens, o grupo carioca de poesia e performance “FaraniCincoTrês”, criado pelo poeta Chacal, optou por uma ousada releitura do livro póstumo “Amor Natural”. São poemas eróticos, voltados para o amor carnal e a celebração do corpo da mulher amada.
O recital que recebe o nome de “Baixo Drummond” estréia no próximo dia 26, quarta-feira, no CEP 20.000, Teatro Sérgio Porto, no Humaitá, às 21 horas. O grupo “Farani” apresentará poemas autorais baseados na obra drummondiana. Mas pelo menos dois poemas de CDA serão lidos na perfomance: “Cabaré Mineiro”, por Chacal; e “A bunda, que engraçada”, por Luis Turiba.
Boca
Boca: nunca beijarei.
Boca de outro, que ris de mim,
No milímetro que nos separa,
... Cabem todos os abismos.
[Drummond]

Boca: Batom
Dentes
Brancos lábios
Vermelhas portas
de entrada
Para um Outro
Universo
__Pessoa
_____Lugar
_______Acesso
Boca: que fala mas não ouço
Só vejo, intuo a língua
a brincar de esconde
No abre e fecha
Da umidade rosa
[vejo-te rosa,
dizem vermelha, mas és rosa]
Que aguça a gula
Paladar e tato
Desejo do gosto
Do gozo
Beijo: Como será?
Lento, apressado
Intrometido, abusado?
Curioso, o medo o retém.
Impotente, em regime e dieta,
Sem raiva.
Guarda em sonho
O beijo que não beijei.
Beijarei?
Boca de outro, que ris de mim,
No milímetro que nos separa,
... Cabem todos os abismos.
[Drummond]

Boca: Batom
Dentes
Brancos lábios
Vermelhas portas
de entrada
Para um Outro
Universo
__Pessoa
_____Lugar
_______Acesso
Boca: que fala mas não ouço
Só vejo, intuo a língua
a brincar de esconde
No abre e fecha
Da umidade rosa
[vejo-te rosa,
dizem vermelha, mas és rosa]
Que aguça a gula
Paladar e tato
Desejo do gosto
Do gozo
Beijo: Como será?
Lento, apressado
Intrometido, abusado?
Curioso, o medo o retém.
Impotente, em regime e dieta,
Sem raiva.
Guarda em sonho
O beijo que não beijei.
Beijarei?
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Amor natural
Poucas coisas nesse mundo superam a delícia de, ainda dormindo,
sentir o membro do homem amado já acordado.
Sem abrir os olhos, entregar o corpo sonolento
ao comando de seu desejo badalando as 12 horas.
Então, o que era botão abre-se em flor.
E deste sonho de vai-e-vem sonâmbulo,
desperto num gozo doce de bom dia.
sentir o membro do homem amado já acordado.
Sem abrir os olhos, entregar o corpo sonolento
ao comando de seu desejo badalando as 12 horas.
Então, o que era botão abre-se em flor.
E deste sonho de vai-e-vem sonâmbulo,
desperto num gozo doce de bom dia.
domingo, 23 de outubro de 2011
Exorcismo
Vaza capeta!
Chega desses toques macabros
que me quebram as pernas
os dois braços, juntos
e me deitam
Tire de mim esses lábios carnudos
que absorvem meu êxtase
lambem meus órgãos
chupam minha alma
Para demônio!
Desgruda do meu corpo
esse prazer mascarado
esta me matando aos poucos
Se não fosse o sofrimento
que me espanca quando fico em pé
me deixaria devorar
nesse ritual inesgotável
que se intensifica
por culpa desse pacto
de adiar o gozo
até transcender
Me erra, senhor das trevas!
os delírios horizontais
eu vou pagar com a vida
você se transformou em minha heroína
Que me salve esse poema
que essas letras digitadas
conjurem para que seus talentos de galante
não mais me alcancem
Vaza capeta!
O elixir do meu ser
você já tem
que mais você quer?
Chega desses toques macabros
que me quebram as pernas
os dois braços, juntos
e me deitam
Tire de mim esses lábios carnudos
que absorvem meu êxtase
lambem meus órgãos
chupam minha alma
Para demônio!
Desgruda do meu corpo
esse prazer mascarado
esta me matando aos poucos
Se não fosse o sofrimento
que me espanca quando fico em pé
me deixaria devorar
nesse ritual inesgotável
que se intensifica
por culpa desse pacto
de adiar o gozo
até transcender
Me erra, senhor das trevas!
os delírios horizontais
eu vou pagar com a vida
você se transformou em minha heroína
Que me salve esse poema
que essas letras digitadas
conjurem para que seus talentos de galante
não mais me alcancem
Vaza capeta!
O elixir do meu ser
você já tem
que mais você quer?
sábado, 22 de outubro de 2011
Drummoniando
Um carro passando,
a luz de um poste qualquer,
qualquer coisa longe
Um moço indo
ereto, olhos à frente,
onde mal se enxerga
O sol que saiu
O sal que sobrou
O mar que sorri
igual todo dia que vai
lá fora, enquanto aqui
se fode, com vagar...
Eta vida boa, meu Deus.
a luz de um poste qualquer,
qualquer coisa longe
Um moço indo
ereto, olhos à frente,
onde mal se enxerga
O sol que saiu
O sal que sobrou
O mar que sorri
igual todo dia que vai
lá fora, enquanto aqui
se fode, com vagar...
Eta vida boa, meu Deus.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
drummond de conchinha
por baixo das colchas vivia um desejo
um desejo capaz de embarcar o mundo
por baixo das colchas vivia um mundo
e todo desejo que ali cabia
– coxas, gemidos, taras –
era mais
muito mais
que qualquer colcha
que qualquer mundo
um desejo capaz de embarcar o mundo
por baixo das colchas vivia um mundo
e todo desejo que ali cabia
– coxas, gemidos, taras –
era mais
muito mais
que qualquer colcha
que qualquer mundo
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A atriz
O lugar é escuro e estreito
As mesas, poucas, ocupam os cantos
do que parece ser um longo corredor.
Na pequena pista estroboscópica ,
A imperatriz acena
Com um punhado de gestos picotados
Meio xacaxaca na butchaca, Shaft!
a cena, acende o poeta.
Opalescente bum
Incandescente bum
Pluribunda unibunda
É ela a atriz!
Bunda maga e plural, bunda alem do irreal
Concentra a música incessante
Do girabundo cósmico.
Vai seguindo e cantando e envolvendo de espasmo
o arco do triunfo, a ponte de suspiros
a torre de suicídio, a morte do Arpoador
bunditálix, bundífoda
bundamor, bundamor, bundamor, bundamor.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
AMAR
"que pode uma criatura, senão
entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
amar e malamar
amar, desamar, amar
sempre, e até de olhos vidrados,
amar"
CDA, Amar do livro Claro Enigma
entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
amar e malamar
amar, desamar, amar
sempre, e até de olhos vidrados,
amar"
CDA, Amar do livro Claro Enigma
sábado, 15 de outubro de 2011
Casa da Cachaça
Na esquina da Mem de Sá,
a última ponta, o último gole no gengibre, a última ronda
Olhos vermelhos caçam
Bocas vermelhas querem
Nem sempre se encontram: já é sábado.
a última ponta, o último gole no gengibre, a última ronda
Olhos vermelhos caçam
Bocas vermelhas querem
Nem sempre se encontram: já é sábado.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Um RIO de Sustos Clama por Choque de Realidade
Luis Turiba
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, a rua alagou, o bonde virou, a juíza morreu, o restaurante explodiu.
E agora, José, você que sofreu, você que pagou, você que explodiu, o que será do Rio? Quando pensamos que chegamos ao fim do bueiro, ou melhor, do poço, vem algo pior e quase inacreditável. Depois que um comandante da PM urde, trama e arma sua horda o silêncio da justiça, assinando uma juíza do bem em plena luz do dia, o que mais podemos esperar de uma cidade que não consegue mais disfarçar sua crueldade-jardim?
Sim, José! O Rio de Janeiro está gravemente enfermo. Está na UTI da civilidade e da razão. Precisa mesmo tomar um choque de realidade e verdade. De vergonha e de dignidade. Abre o olho prefeito. Olha a nau, Cabral. Na subida do morro me contaram: há algo de fedido e muito pobre no reino da poluída Guanabara.
Como fazer uma Copa do Mundo sem abolir a Lei de Gérson? Quem paga o pato? Quem solta o bicho? Quem ganha no grito? Quem é mais esperto? O secretário que culpa o motorneiro do bonde ou o dono do gás explosivo que se hospitaliza para fugir do flagrante. Também quero o meu Nike. UPPs de TPM. Que recorde vamos bater nas Olimpíadas de 2016? O de desmandos, de corrupções, de desmantelos?
Chega de basta, José?
Ou restaura-se o mínimo de lógica, ou explodiremos todos no sol dos sem sentidos na Praça Tiradentes, no Corcovado, no Pão de Açúcar, no Maracanã, no Sambódromo, no Theatro Municipal.
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, a rua alagou, o bonde virou, a juíza morreu, o restaurante explodiu.
E agora, José, você que sofreu, você que pagou, você que explodiu, o que será do Rio? Quando pensamos que chegamos ao fim do bueiro, ou melhor, do poço, vem algo pior e quase inacreditável. Depois que um comandante da PM urde, trama e arma sua horda o silêncio da justiça, assinando uma juíza do bem em plena luz do dia, o que mais podemos esperar de uma cidade que não consegue mais disfarçar sua crueldade-jardim?
Sim, José! O Rio de Janeiro está gravemente enfermo. Está na UTI da civilidade e da razão. Precisa mesmo tomar um choque de realidade e verdade. De vergonha e de dignidade. Abre o olho prefeito. Olha a nau, Cabral. Na subida do morro me contaram: há algo de fedido e muito pobre no reino da poluída Guanabara.
Como fazer uma Copa do Mundo sem abolir a Lei de Gérson? Quem paga o pato? Quem solta o bicho? Quem ganha no grito? Quem é mais esperto? O secretário que culpa o motorneiro do bonde ou o dono do gás explosivo que se hospitaliza para fugir do flagrante. Também quero o meu Nike. UPPs de TPM. Que recorde vamos bater nas Olimpíadas de 2016? O de desmandos, de corrupções, de desmantelos?
Chega de basta, José?
Ou restaura-se o mínimo de lógica, ou explodiremos todos no sol dos sem sentidos na Praça Tiradentes, no Corcovado, no Pão de Açúcar, no Maracanã, no Sambódromo, no Theatro Municipal.
sábado, 8 de outubro de 2011
Rua-Rio-Banco

Na Carioca
Mais um artista de rua
... Pelé desde criança
Mata todas no peito
Chuta tudo pro alto
E equilibra
a vida
na testa
Rio Maravilha!
Senta o pau na UPP!
7 de Setembro
Ouvidor
Candelária
Descendo a Rio Branco em contramão
Rumo ao mar
Desaguar no porto
Despejado do povo
Expropriado do lar
Pereira Passos vive!
Rio Maravilha!
Senta o pau na UPP!
Porto Maravilha!
Faz mais um pra gente ver!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Largo
instituto de filosofia e ciências sociais
igreja de são franscisco de paula
rua do teatro
ciência e religião ficam
a arte é via
igreja de são franscisco de paula
rua do teatro
ciência e religião ficam
a arte é via
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Intercâmbio Catumbi
(versão quase kodak)
Da janela do 485
A cidade em cena - viagem
Moleque poema
Pede passagem
Bichos, oficinas e meninas
Putas, ou moças com calor
De submissão nem sinal
Semblante de quem tem
O samba no quintal
Pode até rir
Meu intercâmbio cultural
Passa pelo Catumbi
Porque sonhar só com o Leblon?
Vai querer um sonho são?
Sono lento, engarrafado.
Cerveja, boteco
Cortiço, sobrado
É querer demais querer tão pouco?
Nada... Sonho bom é sonho louco!
Da janela do 485
A cidade em cena - viagem
Moleque poema
Pede passagem
Bichos, oficinas e meninas
Putas, ou moças com calor
De submissão nem sinal
Semblante de quem tem
O samba no quintal
Pode até rir
Meu intercâmbio cultural
Passa pelo Catumbi
Porque sonhar só com o Leblon?
Vai querer um sonho são?
Sono lento, engarrafado.
Cerveja, boteco
Cortiço, sobrado
É querer demais querer tão pouco?
Nada... Sonho bom é sonho louco!
Saara

Alfândega, Senhor dos Passos
Passo a passo, "passo o ponto", "me desfaço".
No caminho, na Colombo,
colombina toma chá com serpentina.
Buenos Aires na Caçula pra caçar o que fazer.
Essas ruas tanta coisa tem para te dizer
... ouve o moço, vê a moça
tudo pra vender
Na esquina da Regente, o "Tá na Rua" pra te ver!
Pastel com laranjada,
kibe, esfirra, batucada,
Festa de São Jorge,
Ogunhê, santo guerreiro!
"Não aceitamos cheques", diz o letreiro.
Nessas ruas tem de tudo
de Sant'anna a Uruguaiana
de cotia a camelô
cristão, judeu, muçulmano,
árabe, hindu, coreano...
Não é deserto, é humano
Santa Sara,
Saravá,
SAARA!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
DOI POEMETOS (LEMINSKIANOS) PARA O MIOLO DO CENTRO DO RIO
De Luis Turiba
ESTÁTUAS
Carlos Gomes
João Caetano
Tiradentes
Pixinguinha
Quando será que a prefeitura
vai inaugurar a minha?
CHOQUE DE ORDEM
camelos à vista
positivo operanti
viatura seguindo para o local
ESTÁTUAS
Carlos Gomes
João Caetano
Tiradentes
Pixinguinha
Quando será que a prefeitura
vai inaugurar a minha?
CHOQUE DE ORDEM
camelos à vista
positivo operanti
viatura seguindo para o local
domingo, 18 de setembro de 2011
Centro
beco da sardinha
dos barbeiros
do rato
becos de baco
largo da prainha
de joão da baiana
da conceição
morro de som
ruas de gente
à mostra
à solta
atrás
de um centro
no rio
dos barbeiros
do rato
becos de baco
largo da prainha
de joão da baiana
da conceição
morro de som
ruas de gente
à mostra
à solta
atrás
de um centro
no rio
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
As coisas.
tudo é verbo
tudo que é paixão é mais
e não se basta quando se explica
o que tem o fogo,
tem o mar pra lembrar
e nada é o que não quer ser
tudo que é paixão é mais
e não se basta quando se explica
o que tem o fogo,
tem o mar pra lembrar
e nada é o que não quer ser
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
6 POEMETOS VOANDO SOBRE O MAR DO NORTE
Luis Turiba
- 1 -
peixes costuram
oceanos
praias bordam
- 2 -
A Sibéria
é gelada
como um sorvete
haange-dazs
só que não dá pra chupar
- 3 -
Nova Deli
de uma velha
(e boa) Índia
- 4 -
impuras
de Singapura
não vão à
Budapeste
- 5 -
Jacarta
fora do baralho
- 6 -
Tokio tem a linguagem do riso
Rio tem a linguagem do toque
- 1 -
peixes costuram
oceanos
praias bordam
- 2 -
A Sibéria
é gelada
como um sorvete
haange-dazs
só que não dá pra chupar
- 3 -
Nova Deli
de uma velha
(e boa) Índia
- 4 -
impuras
de Singapura
não vão à
Budapeste
- 5 -
Jacarta
fora do baralho
- 6 -
Tokio tem a linguagem do riso
Rio tem a linguagem do toque
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
No largo do machado: [ainda]
terça-feira, 30 de agosto de 2011
“ESTAÇÃO DE TREM: VIGÁRIO GERAL”
Estrutura de concreto e ferro
Com vista
Para a Serra dos Órgãos
Onde o dedo de Deus
É cercado
Por uma floresta
Tropical
Plataforma de partida ou chegada
De inúmeros trabalhadores
Estrutura de concreto e ferro
De onde também se vê
Os quatro andares
Do Centro Cultural Waly Salomão
Que fica na Praça
Tropicalismo
Lugar
Onde há 18 anos
Pessoas inocentes
Foram assassinadas
Em vão
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
PassosAláCabanaArpoApa
Meu Senhor dos Passos
conduza
meus pés sonhadores
e passageiros
pelo Jardim de Alá
Lá,na copa de uma copacabana
meu corpo mergulhe as águas
do mineral Arpoador
E,então, seja a Lapa
meu júbilo e vivo descanso.
conduza
meus pés sonhadores
e passageiros
pelo Jardim de Alá
Lá,na copa de uma copacabana
meu corpo mergulhe as águas
do mineral Arpoador
E,então, seja a Lapa
meu júbilo e vivo descanso.
sábado, 27 de agosto de 2011
Título: Feira de São Cristovão
Material: Humano
Dimensões: Diversas ( pequenas e grandes clareiras )
tengo-lengo tengo-lengo
a sanfona,
a zabumba,
tengo- lengo tengo- lengo
musica que bate e sacode
bate e vai, bate e vem
sacode, saco de ferrinhos
sacode forró e xaxado
falsos pés de mamão, cactos, coqueiros, florões.
Baloes que não caem, no teto acesos
Bandeiras, bandeirinhas, bandeirolas
até o silêncio que fica depois faz dançar
Material: Humano
Dimensões: Diversas ( pequenas e grandes clareiras )
tengo-lengo tengo-lengo
a sanfona,
a zabumba,
tengo- lengo tengo- lengo
musica que bate e sacode
bate e vai, bate e vem
sacode, saco de ferrinhos
sacode forró e xaxado
falsos pés de mamão, cactos, coqueiros, florões.
Baloes que não caem, no teto acesos
Bandeiras, bandeirinhas, bandeirolas
até o silêncio que fica depois faz dançar
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
IMPRESSÕES DE UMA COMUNICAÇÃO
LÍNGUA SORRISO
Luis Turiba
totalmente estrangeiro na ilha do Sol Nascente
a língua é uma barreira não uma fronteira
não existem fronteiras para quem sorri
ando de metrô almoço pago contas
como sushi e tropeço na multidão
Hay!
tiro fotos compro pão suco de laranja
manteiga e café na loja de conveniência
próxima ao hotel
Hay!
atravesso ruas obedeço à mão inglesa
páro para ver letreiros que piscam seus
ideogramas em jogos lisérgicos de luzes
e cores vendendo bugingangas
eletrônicas e cibernéticas
Hay!
parece até que já andei por aqui pois
por tras de cada japonesa existe
um sorriso tímido quase gueixa e algumas
até arriscam comunicação com um breve
tchauzinho e mão de concha na boca
Hay!
gosto das meninas e jovens que
se fantasiam de bonecas tomogotchis
e andam trocando pernas como Any
Winehouse pelos cruzamentos do Shabuia
com seus sapatos rosas choque e meinhas
de babados coloridos e mini saias esvoaçantes
Hay!
e também dos meninos que fazem sobrancelhas
e usam óculos com aros pesados e coloridos
são hippies da modernidade oriental
com uma porção gay pulsando nos olhos de amêndoas
Hay!
quem não se comunica se trumbica dizia
Chacrinha mas aqui dentro do metrô não há
comunicação de olhares como no Rio
se esbarram ninguém pede desculpa nem sorry
aqui ninguém vê ninguém e todos teclam seus
celulares para mensagens ou lêem livos com
frases na vertical
Hay!
no Japão é oito ou oitenta e oito
é moto kawasaki 1800 ou quimono de fora
dos templos dos samurais
e tudo se comunica entre si por sorrisos de
arigatôs ou notas de yens trocadas por dólares
numa casa de câmbio de Ueno ou Akidabara
Tókio, 23/08/2011
Luis Turiba
totalmente estrangeiro na ilha do Sol Nascente
a língua é uma barreira não uma fronteira
não existem fronteiras para quem sorri
ando de metrô almoço pago contas
como sushi e tropeço na multidão
Hay!
tiro fotos compro pão suco de laranja
manteiga e café na loja de conveniência
próxima ao hotel
Hay!
atravesso ruas obedeço à mão inglesa
páro para ver letreiros que piscam seus
ideogramas em jogos lisérgicos de luzes
e cores vendendo bugingangas
eletrônicas e cibernéticas
Hay!
parece até que já andei por aqui pois
por tras de cada japonesa existe
um sorriso tímido quase gueixa e algumas
até arriscam comunicação com um breve
tchauzinho e mão de concha na boca
Hay!
gosto das meninas e jovens que
se fantasiam de bonecas tomogotchis
e andam trocando pernas como Any
Winehouse pelos cruzamentos do Shabuia
com seus sapatos rosas choque e meinhas
de babados coloridos e mini saias esvoaçantes
Hay!
e também dos meninos que fazem sobrancelhas
e usam óculos com aros pesados e coloridos
são hippies da modernidade oriental
com uma porção gay pulsando nos olhos de amêndoas
Hay!
quem não se comunica se trumbica dizia
Chacrinha mas aqui dentro do metrô não há
comunicação de olhares como no Rio
se esbarram ninguém pede desculpa nem sorry
aqui ninguém vê ninguém e todos teclam seus
celulares para mensagens ou lêem livos com
frases na vertical
Hay!
no Japão é oito ou oitenta e oito
é moto kawasaki 1800 ou quimono de fora
dos templos dos samurais
e tudo se comunica entre si por sorrisos de
arigatôs ou notas de yens trocadas por dólares
numa casa de câmbio de Ueno ou Akidabara
Tókio, 23/08/2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
poema escrito na esquina
Esse bairro aspira poeira
os mil concretos
armados – ebulindo
numa quizumba
de furos e pinos e vergalhos
torcendo e transpassando
aquilo vertiginoso
e viril
esse bairro tem mil gentes
passam – na pressa
ou malemolengas
transando mil tarefas
de ir nos bancos
ou mercados
feiras ou cinemas
botecos ou rodízios
ou
m a s
passam
um
passo
e outro
um rosto
mixa-se
noutro
e passa
dúbio
em outro
rosto que funde-se
noutro e num e num e noutro e mais
os passos
podendo ser
de toc toc cínico de salto
ou soft tênis com solado largo
e tilintar agônico dum chaveiro
m e t á l i c o
funde-se rosto e passo
e rostos e passos e assim
se passa a vida pulsando
esse bairro
aspira poeira e é
t o d o
algo chamuscado
algo irregular
algo torto ou
retorcido
esse bairro
é
construção sobre
ruína.
Bairro Chique
Terra à Vista! Terra à Vista!
No mar de cimento, numa Avenida Chamada Brasil, o calor é sempre de 40 graus
Nadando sobre as águas da chuva ou sob a foice dos raios de sol
E sempre se pode fritar uma dúzia de ovos
Porque as árvores se transformaram em sítios de pau e pedra
Não há flores
OlariaBrásdePinaPavunaIrajáPenhaParadadeLucasjardimAméricaViladaPenhaCordovil
No alto da Avenida
Com a cidade acesa
A Subida da ladeira
O primeiro obstáculo: atravessar o rio de lixo num modelo 1000
Então
Dar de frente com a Torre alta adornada por buracos de bala
Só entao subir um cem número de escadas
E aí sim: ouvir gargalhada de criança
Apertar o cinto e partir para uma viagem imaginária...
Te chamam Bairro Chique
No entanto, mais pareces um bairro fantasma
Onde as almas andam como invisíveis para alguns
Embora sejam feitas de sangue, suor e sonhos
Escondida estás sob a face de um Cristo que abraça e sorri
Estás plantada na mesma cidade das Ipanema, das Tijuca, das Santa Cruz
Mas quase ninguém te vê...
Há que te descobrir...
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
LARGO SANTO 3
Onde o bonde faz a curva
um largo onde o tempo faz
hora digerindo o tempo
estacionado em conversas
à luz da rua, nos bares,
bebe-se com calma lá
o pipoqueiro, as crianças,
as cores do casario,
formam um mural bem manso
no silêncio, o ciciar
das respirações, até
vez em quando um carro, um ônibus
desponta e lembra, a cidade
lá longe é como se fosse
outra cidade e não essa.
Onde o bonde faz a curva
boteco da goiabeira
Nossa Senhora das Neves
que Santa espreguiçadeira!
um largo onde o tempo faz
hora digerindo o tempo
estacionado em conversas
à luz da rua, nos bares,
bebe-se com calma lá
o pipoqueiro, as crianças,
as cores do casario,
formam um mural bem manso
no silêncio, o ciciar
das respirações, até
vez em quando um carro, um ônibus
desponta e lembra, a cidade
lá longe é como se fosse
outra cidade e não essa.
Onde o bonde faz a curva
boteco da goiabeira
Nossa Senhora das Neves
que Santa espreguiçadeira!
LARGO SANTO 2
Onde o bonde faz a curva
um largo onde o tempo faz
hora digerindo o tempo
estacionado em conversas
à luz da rua, nos bares,
bebe-se com calma lá
o pipoqueiro, as crianças,
as cores do casario,
formam um mural bem manso
no silêncio, o ciciar
das respirações, até
vez em quando um carro, um ônibus
desponta e lembra, a cidade
lá longe é como se fosse
outra cidade e não essa.
Onde o bonde faz a curva
lá onde o remanso deita
Nossa Senhora das Neves
de sua capela branca
escuta quem ali chega.
um largo onde o tempo faz
hora digerindo o tempo
estacionado em conversas
à luz da rua, nos bares,
bebe-se com calma lá
o pipoqueiro, as crianças,
as cores do casario,
formam um mural bem manso
no silêncio, o ciciar
das respirações, até
vez em quando um carro, um ônibus
desponta e lembra, a cidade
lá longe é como se fosse
outra cidade e não essa.
Onde o bonde faz a curva
lá onde o remanso deita
Nossa Senhora das Neves
de sua capela branca
escuta quem ali chega.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
18:30
A medida que o céu
escurece,
a cidade, mansamente
acende suas luzes.
18:46 Trânsito lento, Elevado da Perimetral
O olho, no viaduto, vê de outro ângulo, o que passa.
Cenário de edifícios e janelas.
Quatro acesas, duas não.
Sim, não, sim, sim, sim,
não, sim, duas fileiras de não.
Ali adiante, um único sim.
19:08 Trânsito fluindo devagar.
Luzes.
Muitas e diversas,
brancas, amarelas, fracas, intensas, azuladas,
no teto, embutidas, penduradas,
lavam, pontuam, vibram e transformam...
criam atmosfera, aumentam o volume da imaginação.
Piscinas de fibra, verticais como sarcófagos
Lembram portais intergaláticos.
Os letreiros se modificam e se deslocam.
Acompanhados de lanternas, faróis, luz de freio, painéis.
19:22 Trânsito intenso, fluxo livre, sem retenções.
escurece,
a cidade, mansamente
acende suas luzes.
18:46 Trânsito lento, Elevado da Perimetral
O olho, no viaduto, vê de outro ângulo, o que passa.
Cenário de edifícios e janelas.
Quatro acesas, duas não.
Sim, não, sim, sim, sim,
não, sim, duas fileiras de não.
Ali adiante, um único sim.
19:08 Trânsito fluindo devagar.
Luzes.
Muitas e diversas,
brancas, amarelas, fracas, intensas, azuladas,
no teto, embutidas, penduradas,
lavam, pontuam, vibram e transformam...
criam atmosfera, aumentam o volume da imaginação.
Piscinas de fibra, verticais como sarcófagos
Lembram portais intergaláticos.
Os letreiros se modificam e se deslocam.
Acompanhados de lanternas, faróis, luz de freio, painéis.
19:22 Trânsito intenso, fluxo livre, sem retenções.
.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
LARGO SANTO
Onde o bonde faz a curva
tem um largo onde se chega
para se encontrar o tempo
estacionado em conversas
à luz da rua, nos bares,
onde se bebe com calma
o pipoqueiro, as crianças,
as cores do casario,
onde se vive bem manso
o silêncio, o ciciar
das respirações, até
vez em quando um carro, um ônibus
desponta e lembra, a cidade
lá longe é como se fosse
outra cidade e não essa.
Menos sábado, em que chega
o carnaval, quando desce
o céu na terra cedinho
e as cores gritando alto
em festa, numa orgia
de música e desalinho,
à mostra nas fantasias,
cortejam tanta alegria,
que vozes meio abafadas
confusas com a desordem
se queixam meio mofadas
reclamam da barulheira
apelam até pros santos
“Valei-me, santinha lei,
Acode-me, ó deus-prefeito!”
Pra sorte dos que festejam
mais forte que os que bocejam
é a santa que ali protege
tanto os que se dizem cheios
quanto os que da vida bebem,
Nossa Senhora das Neves
de sua capela avisa:
credo! deixem de besteira!
lugar de guardar silêncio
agora só na quaresma
esperem a quarta-feira!
Onde o bonde faz a curva
lá onde o silêncio deita
o corso comunga o riso
no gozo da santa paz.
tem um largo onde se chega
para se encontrar o tempo
estacionado em conversas
à luz da rua, nos bares,
onde se bebe com calma
o pipoqueiro, as crianças,
as cores do casario,
onde se vive bem manso
o silêncio, o ciciar
das respirações, até
vez em quando um carro, um ônibus
desponta e lembra, a cidade
lá longe é como se fosse
outra cidade e não essa.
Menos sábado, em que chega
o carnaval, quando desce
o céu na terra cedinho
e as cores gritando alto
em festa, numa orgia
de música e desalinho,
à mostra nas fantasias,
cortejam tanta alegria,
que vozes meio abafadas
confusas com a desordem
se queixam meio mofadas
reclamam da barulheira
apelam até pros santos
“Valei-me, santinha lei,
Acode-me, ó deus-prefeito!”
Pra sorte dos que festejam
mais forte que os que bocejam
é a santa que ali protege
tanto os que se dizem cheios
quanto os que da vida bebem,
Nossa Senhora das Neves
de sua capela avisa:
credo! deixem de besteira!
lugar de guardar silêncio
agora só na quaresma
esperem a quarta-feira!
Onde o bonde faz a curva
lá onde o silêncio deita
o corso comunga o riso
no gozo da santa paz.
Kodac pra Cep 21
Lagoa
I
A bicicleta passa apressada pela Lagoa
De tão triste nem repara na paisagem
Quando se dá conta já é tarde
E se arrepende num suspiro
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
PISANDO EM FOLHAS SECAS
Corações de Amendoa
LUIS TURIBA
Agosto é o mês que as amendoeiras escolheram para trocar suas folhagens.
Ficam nuas para a chegada da primavera, primeiro sinal do verão que se anuncia.
Alguns ruas do Rio ficam cobertas por essas espécies em forma de abanos, balões imaginários e corações alados.
Abanos amarelados; balões degradês e corações cor de vinho quase encarnados. Alguns lindos, inesquecíveis.
Seguimos distraidamente nossos passos pisando nas folhas secas pelas calçadas, asfaltos, paralelepípedos e vendo-as nos capôts dos carros.
Ando atento olhando o chão para não pisar nos corações secos, cortados, amassados, desfigurados, descoloridos, largados, safenados, triturados e perdidos que caem das amendoeiras dando seus últimos suspiros antes que algum gari a serviço da limpeza pública recolha-os para um triste fim em algum aterro sanitário da Comlurb.
Agora, corações
só o ano que vem, pulsações.
Ser ou Nao Ser?
Nao ha como nao SER
Faz calor
É minha alma anda solta a aprender outras línguas
As palabras se esvaziam de sentidos
Mas os gestos nao
Sinalizam
Entao o exercicio que faco é de compor sentidos lendo olhos e corpos
Assim eu também
Faco um exercico diario
Ultrapasssar as palabras para me comunicar
E nesse ritual, encontro-me
Permito que minha alma aprisionada
Se liberte e fale
É essa a que conversa
A que conta histórias
A que encanta
Sinto que reconheco essa alma de outros tempos
E descubro
Estarrecida
Que como numa história, um feitico terrível caíra sobre ela
Sim
Essa alma, a que se liberta
Esteve aprisionada a todas as suas dores
A todos os dissabores
Porque aprendera a SER como se quiseram que Fosse
E assim esvaziava seus días a vive a sequencia das horas
O desencantamento comecou
E enquanto se desencanta, mais forte e bela fica
Foi preciso que essa alma retornasse
Lendo o outro para comecara a ler a si
E ver que nao é tao terrivel
Ser tao doce
E amar tanto
E ser tao sensivel…
Esta alma agora anda assustada com tantas revelacoes
Mas se faz forte porque
Encontrara seu destino
O destino de buscar, encontrar para partir e buscar de novo…
O destino de SER
Faz Calor…
Nao há como nao SER
Faz calor
É minha alma anda solta a aprender outras línguas
As palabras se esvaziam de sentidos
Mas os gestos nao
Sinalizam
Entao o exercicio que faco é de compor sentidos lendo olhos e corpos
Assim eu também
Faco um exercico diario
Ultrapasssar as palabras para me comunicar
E nesse ritual, encontro-me
Permito que minha alma aprisionada
Se liberte e fale
É essa a que conversa
A que conta histórias
A que encanta
Sinto que reconheco essa alma de outros tempos
E descubro
Estarrecida
Que como numa história, um feitico terrível caíra sobre ela
Sim
Essa alma, a que se liberta
Esteve aprisionada a todas as suas dores
A todos os dissabores
Porque aprendera a SER como se quiseram que Fosse
E assim esvaziava seus días a vive a sequencia das horas
O desencantamento comecou
E enquanto se desencanta, mais forte e bela fica
Foi preciso que essa alma retornasse
Lendo o outro para comecara a ler a si
E ver que nao é tao terrivel
Ser tao doce
E amar tanto
E ser tao sensivel…
Esta alma agora anda assustada com tantas revelacoes
Mas se faz forte porque
Encontrara seu destino
O destino de buscar, encontrar para partir e buscar de novo…
O destino de SER
Faz Calor…
Nao há como nao SER
domingo, 14 de agosto de 2011
tijuca
1.
passa-se uma cruz
à avenida maracanã
com são francisco xavier
está lá o posto forza o vermelho do corsa
e o letreiro tutta l'ora amarelo
sanduíche + coca-cola grátis
oito e noventa e nove
refletido o córrego e a garça
de bico amarelo e pena espaça
na água cinza com embalagens
2.
claro de sol forte do meio-dia
fica o camelô meio vendido
na calçada da vinte e oito
como guaravita, brahma latão
água e o suor escorrendo
pelas mãos escoradas no meio-fio
branco e azul com a coroa
da quadra da unidos de vila isabel
3.
o sinal vermelho para
tudo o que tem roda
na frente da padaria
e do mercado bem do lado
do caminho que segue
para a praça saens peña
cem anos na fotografia
da igreja monumental
e o entra e sai
de quem agora crava
o sinal vermelho
para tudo o que tem dedos
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Chateau(Sobre o Castelo do Vinho,em Jacarepaguá-RJ)
No tempo do barão da Taquara
era caiana brancura
a curimba da malungada
rapetrês calibrino
onde manguava Inteiriça
a populaça inda cheirando a senzala :
Guardando a ferro uns gorós
pros orixás de cabeça .
Após de muito depois______
onde era Sêsma tindiba
é ver maloca de baco
assim cafofo dos Pifas
famoso em toda Cidade
o bom barão coitadim
desencarnou muito antes
e nem montando Arigó
apareceu lá prum porto
dos bons Rostos do bairro
um dos postais da Cidade ,
vinhaça Amiga de sobra , calibre :
pra todo mundo !!!_______
Inclusos os jacarés
e os velhos índios pinguços .
era caiana brancura
a curimba da malungada
rapetrês calibrino
onde manguava Inteiriça
a populaça inda cheirando a senzala :
Guardando a ferro uns gorós
pros orixás de cabeça .
Após de muito depois______
onde era Sêsma tindiba
é ver maloca de baco
assim cafofo dos Pifas
famoso em toda Cidade
o bom barão coitadim
desencarnou muito antes
e nem montando Arigó
apareceu lá prum porto
dos bons Rostos do bairro
um dos postais da Cidade ,
vinhaça Amiga de sobra , calibre :
pra todo mundo !!!_______
Inclusos os jacarés
e os velhos índios pinguços .
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
422/98
Manhã
quase tarde
vizinho
porteiro
o chef de cozinha
sensei
verdureiro
meus pães
esses rostos
milhares de laranjeiras
nos rostos
de dia
no ponto
meninos
meninas
mordazes
da escola
bom dia
de pressa
e desprezo
meu troco
piloto
depressa
que é tarde
nos passos de dentro
de fora
vai lento
o dia
janela
vai vento
que entra
nos ferros
assentos
nos rostos
vazios
em volta
os surdos e mudos
falando aos gritos
quatro vinte e dois nove oito
que fome desnecessária
tão perto da praça
são salvador
tão junto
delícias
do largo
do machado ao largo
onde subiu um moço
e subiu o medo
do assalto
outro dia foi com a vizinha
e conheço um conhecido de um conhecido que aconteceu também...
cacete
o catete
da morte do presidente
acolhe o moço
que desce
alívio...
mas teve a moça!
roubaram a moça!
o telefone
ô sorte!
esse palácio no meu caminho
jardins no fundo
quase me esqueço
do compromisso
de todos nós
e de novo é tarde
quatro nove oito vinte e dois
ali na glória
de nossa senhora do outeiro
vigiando o mar
e as avenidas
os monumentos
longe os pracinhas mortos
ao lado a praça paris
o passeio
ficando pra trás
correndo
pára!
não pára não, moço
eu quero descer!
tá fora do ponto
pronto
tá no obelisco da rio branco
onde houve cavalos
e um monroe que não há mais
depois giramos
à sombra dos aviões
entrando no fim do aterro
embaixo no mergulhão
está escuro para se ler
para fugir
de tudo que vai lá fora
daquilo que vai por dentro
é quase o instante
da candelária
dobrar o angelus
vão-se nas barcas
vão-se na praça
quinze almas penadas
quinze apenados
mas o ar invade
o respirar
a marinha
o banco
a igreja
o branco do dia
das ordens
obrigações
nesses prédios
que são cidade
como é cidade
os que descem
os que ficam para seguir
para onde
não sei
não vou saber
nunca
se sabe além
daquilo
que mal se vê.
quase tarde
vizinho
porteiro
o chef de cozinha
sensei
verdureiro
meus pães
esses rostos
milhares de laranjeiras
nos rostos
de dia
no ponto
meninos
meninas
mordazes
da escola
bom dia
de pressa
e desprezo
meu troco
piloto
depressa
que é tarde
nos passos de dentro
de fora
vai lento
o dia
janela
vai vento
que entra
nos ferros
assentos
nos rostos
vazios
em volta
os surdos e mudos
falando aos gritos
quatro vinte e dois nove oito
que fome desnecessária
tão perto da praça
são salvador
tão junto
delícias
do largo
do machado ao largo
onde subiu um moço
e subiu o medo
do assalto
outro dia foi com a vizinha
e conheço um conhecido de um conhecido que aconteceu também...
cacete
o catete
da morte do presidente
acolhe o moço
que desce
alívio...
mas teve a moça!
roubaram a moça!
o telefone
ô sorte!
esse palácio no meu caminho
jardins no fundo
quase me esqueço
do compromisso
de todos nós
e de novo é tarde
quatro nove oito vinte e dois
ali na glória
de nossa senhora do outeiro
vigiando o mar
e as avenidas
os monumentos
longe os pracinhas mortos
ao lado a praça paris
o passeio
ficando pra trás
correndo
pára!
não pára não, moço
eu quero descer!
tá fora do ponto
pronto
tá no obelisco da rio branco
onde houve cavalos
e um monroe que não há mais
depois giramos
à sombra dos aviões
entrando no fim do aterro
embaixo no mergulhão
está escuro para se ler
para fugir
de tudo que vai lá fora
daquilo que vai por dentro
é quase o instante
da candelária
dobrar o angelus
vão-se nas barcas
vão-se na praça
quinze almas penadas
quinze apenados
mas o ar invade
o respirar
a marinha
o banco
a igreja
o branco do dia
das ordens
obrigações
nesses prédios
que são cidade
como é cidade
os que descem
os que ficam para seguir
para onde
não sei
não vou saber
nunca
se sabe além
daquilo
que mal se vê.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Penélope

o tramado
é tecido
em nós
fios
novelos
contornos
contrastes
consensos
cores
cem textos
tramam
com-tatos
tocam
e
tremam
textura
de trezentos
traços
trocentos
troços
tapetes
taciturnos
traem
trançam
e
traçam
tecidos
em tantos
pontos
contos,
cantos,
contas
e esperas
palavras
pa-lavras
lavram
hiatos
histórias
inicio
fim
...
no texto
trama o
contexto onde
o drama tece
a sina e
o tecido diz
o texto
e a espera
aqui termina.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Hai Kai em Forma de Comentário ...
"...eles("poetas") tantos
e ela(Poesia)
de tão poucos ."(Carlito Azevedo)
Demais o número de pais franciscos
querendo uma roda
pra tocar violão ...
e ela(Poesia)
de tão poucos ."(Carlito Azevedo)
Demais o número de pais franciscos
querendo uma roda
pra tocar violão ...
Outra Canção Amiga
Eu também preparo
uma canção não-modesta
em que eu mereça minha mãe
se reconheçam as flores
e abra os olhos de muitos
Andando muitos países
busque as árvores de Maio
acorde as cores do Outono
e sejam verde-Esperança
que nossas vidas-Semente
brotem no cinza das coisas
das horas-Pressa , e da vida
mostrem aos ombros curvados
o chão dos pássaros , Todos
Eu preparo canção
que seja mais que apenas sentimento
e nela durmam todas as Infâncias .
uma canção não-modesta
em que eu mereça minha mãe
se reconheçam as flores
e abra os olhos de muitos
Andando muitos países
busque as árvores de Maio
acorde as cores do Outono
e sejam verde-Esperança
que nossas vidas-Semente
brotem no cinza das coisas
das horas-Pressa , e da vida
mostrem aos ombros curvados
o chão dos pássaros , Todos
Eu preparo canção
que seja mais que apenas sentimento
e nela durmam todas as Infâncias .
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Arqueologia da Palavra
Moram,
discretos,
nas pedras
da minha rua,
versos do poeta.
Lá estão as palavras,
potentes, na paisagem do chão.
Transito em sua órbita, diariamente.
Indiferente, o tempo, cumpre seu papel.
Deita pó e poeira na superfície das palavras,
escondendo de quem passa, o óbvio
E assim, sem notar, enriquece
arqueologicamente,
o canto do poeta.
discretos,
nas pedras
da minha rua,
versos do poeta.
Lá estão as palavras,
potentes, na paisagem do chão.
Transito em sua órbita, diariamente.
Indiferente, o tempo, cumpre seu papel.
Deita pó e poeira na superfície das palavras,
escondendo de quem passa, o óbvio
E assim, sem notar, enriquece
arqueologicamente,
o canto do poeta.
terça-feira, 26 de julho de 2011
QUEM
As manchas que terão que ser lavadas.
As mesas presas ao chão da sala.
As plantas sob o prédio em forma de disco voador que nunca tomam sol.
O passarinho que atravessa com seu bico o olho de um outro.
Os meninos desperdiçados em suas infinitas inteligências.
Existir sem expectativas, julgamentos, desejos, cloro, clamídia, desvios, retornos, remorsos, imundícies, flores, apegos, azougues e gostos.
O corpo como fonte de prazeres.
O sexo como fim da angústia.
O novo mundo do novo homem.
Os jovens largados no capim.
Ah! a Lu, que é Luminar.
E a Ju, que é Juvenília.
As pernas salvas pelo gozo
as pontas sempre em vão
os pedidos entrecortados
o riso impedido e à mostra
o não arbítrio
o nada dito, nada feito
o achado em forma de gema,
os gametas, a goma, o gongo, o gonzo, o gânglio, as gôndolas, o engasgado da língua lânguida.
Os hieroglifos encontrados sob a pele de lycra e lingerie.
Um pé de tamarindo.
Aquele barco ali no porto
Aquele
E o demônio amigo meu à porta
Com a santa minha moça à venda.
Um naufrágio alheio
em que nada disso é o que sou,
nem há partes de mim,
enquanto me movo
sentindo o peso de ilusões,
de sonhos teimosos,
desejados e cruéis.
Um retrato arisco
em que não sou quem está,
ou quem a voz impõe,
nem sou quem mordisca
uns talinhos de surpresa
e atiça a morte
com a solidão.
Não.
Fui ver e não
Esse é outro.
Deve ser outro.
Inverso e análogo outro
que engana.
Diamétrico e torpe, outro
que ama.
Autológico outro
que não divisa, atrai
que ma(i)s
Deve ser quem
Decerto quem
As mesas presas ao chão da sala.
As plantas sob o prédio em forma de disco voador que nunca tomam sol.
O passarinho que atravessa com seu bico o olho de um outro.
Os meninos desperdiçados em suas infinitas inteligências.
Existir sem expectativas, julgamentos, desejos, cloro, clamídia, desvios, retornos, remorsos, imundícies, flores, apegos, azougues e gostos.
O corpo como fonte de prazeres.
O sexo como fim da angústia.
O novo mundo do novo homem.
Os jovens largados no capim.
Ah! a Lu, que é Luminar.
E a Ju, que é Juvenília.
As pernas salvas pelo gozo
as pontas sempre em vão
os pedidos entrecortados
o riso impedido e à mostra
o não arbítrio
o nada dito, nada feito
o achado em forma de gema,
os gametas, a goma, o gongo, o gonzo, o gânglio, as gôndolas, o engasgado da língua lânguida.
Os hieroglifos encontrados sob a pele de lycra e lingerie.
Um pé de tamarindo.
Aquele barco ali no porto
Aquele
E o demônio amigo meu à porta
Com a santa minha moça à venda.
Um naufrágio alheio
em que nada disso é o que sou,
nem há partes de mim,
enquanto me movo
sentindo o peso de ilusões,
de sonhos teimosos,
desejados e cruéis.
Um retrato arisco
em que não sou quem está,
ou quem a voz impõe,
nem sou quem mordisca
uns talinhos de surpresa
e atiça a morte
com a solidão.
Não.
Fui ver e não
Esse é outro.
Deve ser outro.
Inverso e análogo outro
que engana.
Diamétrico e torpe, outro
que ama.
Autológico outro
que não divisa, atrai
que ma(i)s
Deve ser quem
Decerto quem
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Para o exercício com palavras, uma tentativa, para não passar em branco
As andorinhas não vão para o colégio
“Es verdad que las golondrinas
van a establecerse en la luna?”
van a establecerse en la luna?”
Pablo Neruda
As palavras
O desenho
O som
O movimento que é corpo
Corpo no papel,
a dança da escrita
As palavras, o desenho, o som
A música que dita a dança das letras
A música que dita o desenho do corpo
Ou serão as palavras que fazem música?
as letras que conduzem a dança,
os corpos?
Onde começa?
(pausa)
Tanto faz
se as palavras, o desenho, o som
o corpo, as palavras, o desenho
o som, o corpo, as palavras
o desenho, o som, o corpo
(pausa)
Tanto faz.
As palavras desenharão corpos ao seu som?
As palavras desenharão corpos sonoros?
Sem as palavras talvez desenho e som e corpo descansassem em paz
Ou ao menos sem se dar conta
Ou ao menos sem de dar conta de que sentido é preciso ou possível — inevitável?
Ou ao menos sem se dar conta de que estão sempre sendo sem parar
e assim não sentissem esse cansaço enorme
Só nos movimentamos porque temos que:
Porque há sempre essa espreita
Mas se ninguém nos tivesse contado
Mexeríamos inocentes e tranqüilos
Sem preguiça
Sem ansiedade
Mexeríamos simplesmente
Naturalmente
Como as andorinhas vão pro sul no inverno
As andorinhas não se cansam
Paradas ou no céu
Sempre à espreita
Como se não estivessem — sempre mexendo
Ninguém contou pra elas.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
ouvidolho
o olho envolvido na boca
de cena, o cantor
repercute reverbera
a palavra aqui escrita
chacal
de cena, o cantor
repercute reverbera
a palavra aqui escrita
chacal
sobre o poema ruim ou o que não deu certo
http://youtu.be/mA6P9fEIZMY
de pés na rua, descalço
escreve no asfalto
o roteiro de um filme traduzido
o início de uma estrofe qualquer
ou a birra de um sentimento guardado
palavras esmas
sílabas ao acaso
no ritmo do marasmo:
um samba atravessado
um cinema às moscas
a peça encenada ao ator
e tudo mais que se esforça
em riscar palavras no asfalto
em pôr os pés onde devem estar.
onde os pés devem estar?
de pés na rua, descalço
escreve no asfalto
o roteiro de um filme traduzido
o início de uma estrofe qualquer
ou a birra de um sentimento guardado
palavras esmas
sílabas ao acaso
no ritmo do marasmo:
um samba atravessado
um cinema às moscas
a peça encenada ao ator
e tudo mais que se esforça
em riscar palavras no asfalto
em pôr os pés onde devem estar.
onde os pés devem estar?
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
" E AGORA? "
O poema
fugiu
repleto
de palavras e silêncios
Como miragem
mergulhada ao sol,
é visto
lá no horizonte,
nadando continuamente
o mar da história.
o poema
agora é parte de mim.
Nasce ao sul
sobe pelas artérias
pulsa na pélvis
explora
selvagem
Invade o coração
mora lá por um tempo.
Faz amigos
inventa amores
escolhe prediletos
Vê o tempo passar.
Sobre o cérebro deita
e dorme.
Participa dos sonhos
como um músico.
no elenco,
o protagonista bêbado
a violenta
virgem
um
anjo
chamado
navegador
segue,
e desconhece
o remorso.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
POETA DE OLHAR TRÍVIO
Luis Turiba
roubaram do poeta os óculos
tirando-lhe o visual d´estátua
há neste furto certo imblóglio
um quê místico, ar de máfia
de olhar férreo de minério
o poeta mantém-se etéreo
nem o fogo solda cáustica
tira dele o “zero-a-zero”
com ou sem seus óculos
o poeta não mexe músculo
nem na passagem do monótono
mas frenético monobloco
de costas pro mar esquálido
Carlos Drummond é o espírito
do poeta que sem óculos
tem visão de olho mágico
Carlos Drummond é o máximo
que ilumina nossos mínimos
de bronze é toda a poética
que se traduz em olhar trívio
roubaram do poeta os óculos
tirando-lhe o visual d´estátua
há neste furto certo imblóglio
um quê místico, ar de máfia
de olhar férreo de minério
o poeta mantém-se etéreo
nem o fogo solda cáustica
tira dele o “zero-a-zero”
com ou sem seus óculos
o poeta não mexe músculo
nem na passagem do monótono
mas frenético monobloco
de costas pro mar esquálido
Carlos Drummond é o espírito
do poeta que sem óculos
tem visão de olho mágico
Carlos Drummond é o máximo
que ilumina nossos mínimos
de bronze é toda a poética
que se traduz em olhar trívio
Mindincanto N.2 ( Para a amiga-irmã Lucinha )
"Vida é o que te acontece
enquanto você está ocupado
fazendo outros planos ." ( John Lennon )
Entonces
demais Tamanha
a cara da vida - Pressa ?
Mas , vejam : Depois dos noves de Fora
ainda um gosto de Muito
a gente amarra nas esquinas do Tempo ,
quando de-Menos se pensa
e mais se deixa que a Vida
à vela Toda navegue .
enquanto você está ocupado
fazendo outros planos ." ( John Lennon )
Entonces
demais Tamanha
a cara da vida - Pressa ?
Mas , vejam : Depois dos noves de Fora
ainda um gosto de Muito
a gente amarra nas esquinas do Tempo ,
quando de-Menos se pensa
e mais se deixa que a Vida
à vela Toda navegue .
Tema e variação
I)Tema
Nóis tudo torque danado
toco de amarrá jegue
essa incelença de tempo
e corda troncha da vida :
Onde uns cordéis pode Tudo
o resto isgárça nas curva
sede véia mardita
martirizança inzelenta
dum todo cú Sevirino .
II)Variação
Nóis torque di tudo-Jegue
tôco de amarrá mundo
essa incelença fidida
vida ripa distroncha_____
Onde uns podente dismanda
e o resto à mor mais disgrama
se fode Fundo o furdunço
dos sevirino nóis tudo
um todo poço sem fundo
de jabaquê 'caba-mundo !!
Nóis tudo torque danado
toco de amarrá jegue
essa incelença de tempo
e corda troncha da vida :
Onde uns cordéis pode Tudo
o resto isgárça nas curva
sede véia mardita
martirizança inzelenta
dum todo cú Sevirino .
II)Variação
Nóis torque di tudo-Jegue
tôco de amarrá mundo
essa incelença fidida
vida ripa distroncha_____
Onde uns podente dismanda
e o resto à mor mais disgrama
se fode Fundo o furdunço
dos sevirino nóis tudo
um todo poço sem fundo
de jabaquê 'caba-mundo !!
sábado, 16 de julho de 2011
“DECEPCIONADO”
Hoje passei por uma terrível
Decepção-amorosa.
O amor
É passion-fruit!
O amor
É limão-azedo?
Ser amado
É experimentar uma pimenta e achá-la doce!
Ser amado
É experimentar todas as salinas do mundo?
O amor
É o altíssimo ‘WORLD TRADE CENTER’!
O amor
É o baixíssimo escombro do ‘WORLD TRADE CENTER’?
Ser amado
É receber mais que um beijo na bochecha!
Ser amado
É receber mais que um beijo do ‘BUSH’?
O amor
É fogo que arde sem se ver!
O amor
É uma queimadura de primeiro-grau?
Ser amado
É estar performando alegremente no ‘CEP 20.000’ !
Ser amado
É estar performando tristemente no ‘CEP 20.000’ ?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Imagens( Para Liv Nicolsky )
Deste outro lado tem ventos
tem pôr do sol na janela ,
os nichos da ordem e da desordem .
Tem Lautréamont tomando chope na Lapa
junto do Blaise Cendrars
que puxa um brinde com o braço
perdido em todas as guerras .
Deste outro lado tem flores
certeza amores na mente
a história viva na mão ,
mas tem demônios de olho
com dentes pernas bandeiras , brigitte à Solta
não é sopa Não .
Mas vem depois fevereiro
depois do agosto perturbando as pipas ,
tem mestre André parando a avenida
e abrindo todas as bocas .
O soviete deu mole
perdeu cadeira na Dança______
os anjos de calça larga
estão de luto , choram baixinho
a sorte da oitava nota .
tem pôr do sol na janela ,
os nichos da ordem e da desordem .
Tem Lautréamont tomando chope na Lapa
junto do Blaise Cendrars
que puxa um brinde com o braço
perdido em todas as guerras .
Deste outro lado tem flores
certeza amores na mente
a história viva na mão ,
mas tem demônios de olho
com dentes pernas bandeiras , brigitte à Solta
não é sopa Não .
Mas vem depois fevereiro
depois do agosto perturbando as pipas ,
tem mestre André parando a avenida
e abrindo todas as bocas .
O soviete deu mole
perdeu cadeira na Dança______
os anjos de calça larga
estão de luto , choram baixinho
a sorte da oitava nota .
domingo, 10 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Carvoeiro
Noite depois do rush .
Os menininhos carvoeiros de novo
sobre a cidade . Parecem os mesmos
do morro do Curvelo vistos por um poeta ,
bota cem anos Nisso .
Não há mais burros descadeirados ,
nem carvão escapando da aniagem
toda remendada . Mas são eles ,
sem dúvida .
O sujo das caras tristes faz pas-de-deux
com as roupas rotas imundas , as mãos pequenas
rasgam caixas de papelão( serão vendidas depois )
em plena rua sete de setembro .
Estão descalças apesar do frio , a roupa rota estronchada
apesar do Frio . Corpo há muito
sem banho . Um deles tem nem seis anos ,
mastiga risonho um quibe
catado num lixo próximo . Parece o bicho do pátio
catando a vida entre os detritos .
Enquanto os outros que passam - eu você todo mundo -
passando em grossa agressiva
cegueira crassa , Maldita_____
Esses mininos a esta altura do jongo
ainda que nem joão gostoso :
Morro da Babilônia , barracão
sem Número .
Os menininhos carvoeiros de novo
sobre a cidade . Parecem os mesmos
do morro do Curvelo vistos por um poeta ,
bota cem anos Nisso .
Não há mais burros descadeirados ,
nem carvão escapando da aniagem
toda remendada . Mas são eles ,
sem dúvida .
O sujo das caras tristes faz pas-de-deux
com as roupas rotas imundas , as mãos pequenas
rasgam caixas de papelão( serão vendidas depois )
em plena rua sete de setembro .
Estão descalças apesar do frio , a roupa rota estronchada
apesar do Frio . Corpo há muito
sem banho . Um deles tem nem seis anos ,
mastiga risonho um quibe
catado num lixo próximo . Parece o bicho do pátio
catando a vida entre os detritos .
Enquanto os outros que passam - eu você todo mundo -
passando em grossa agressiva
cegueira crassa , Maldita_____
Esses mininos a esta altura do jongo
ainda que nem joão gostoso :
Morro da Babilônia , barracão
sem Número .
Visões de São Mármaro - IV( Ao amigo Augusto de Guimaraens Cavalcanti )
O anjo da guarda
desperta da canção primitiva
sobre o berço azul______mundo nasce
e a glória da Virgem
atrai demônios pro Esquecimento
depois da estrela aparecer na pérsia .
Repousam formas veladas
na rua , agora deserta
até que o pássaro acorde
e as caravanas de Hagar
nos levem sobre o deserto
nosso dorso de pérola_____
Não fique do grande Templo
tijolo sobre tijolo
no quarto dependurado
sobre os cordéis da Memória .
desperta da canção primitiva
sobre o berço azul______mundo nasce
e a glória da Virgem
atrai demônios pro Esquecimento
depois da estrela aparecer na pérsia .
Repousam formas veladas
na rua , agora deserta
até que o pássaro acorde
e as caravanas de Hagar
nos levem sobre o deserto
nosso dorso de pérola_____
Não fique do grande Templo
tijolo sobre tijolo
no quarto dependurado
sobre os cordéis da Memória .
São Jorge
Praça de Sulacap ,
no vulgo , só macumbódromo .
Cacimbas e barnabés
cambonam santo guerreiro
quizomba samba de roda
odorações , reverências____
Abril xerém pare Festa
ogum magé vinte e três
festália Ilé ,
Canembê !!
no vulgo , só macumbódromo .
Cacimbas e barnabés
cambonam santo guerreiro
quizomba samba de roda
odorações , reverências____
Abril xerém pare Festa
ogum magé vinte e três
festália Ilé ,
Canembê !!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
PARA CHACAL E SUAS FARANÍSSIMAS E SEUS NÍSSIMOS
"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente - o que produz os ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura."
João Guimarães Rosa, 'Grande Sertão: Veredas'
João Guimarães Rosa, 'Grande Sertão: Veredas'
pova daquela rua,
estou muito pra lá de felissíssimo. a gente conseguiu formar um grupo e começar os trabalhos. o cep se fortaleceu com a atuação lusco-fusco-lanternosa do farani. estamos começando. o que eu temia - a falta de estimulation de minha parte pra vcs e vice versa - creio que foi vencida. a batalha é árduríssima para se injetar um tico de poesia nesse nosso dia a dia da produção da sobrevivença. mas pelos momentos cepeleza, pelos instantes surpreendentes na biblioteca, isso me faz ver claramente que a poesia vencerá e o mundo a seu modo levitará para estratosferas lucílimas, aníferas, gitânicas, felípiramidais, adorandômicas, paulíssimas, turibenhas, brunilongas, carolíngeas, thadeurísticas, alicinógenas, silvícolas, dorlyngolaringologísticas, livulmanísticas, gizelonovísticas, deborolânguidas, alicequesaiusística e outr@s q virãológico.
hoje 30 de junho tem uma saideira para férias físicas. recarregar baterias, esticar o couro. em vírtua, todo dia toda hora. agosto retomamos a biblioteca. não se percam da poesia. três versos por dia antes das refeições. poemas kodak. diário de acampamento. poesia é ler e escrever. o resto é socializar no cep, aqui onde for.
até já, chacalov.
estou muito pra lá de felissíssimo. a gente conseguiu formar um grupo e começar os trabalhos. o cep se fortaleceu com a atuação lusco-fusco-lanternosa do farani. estamos começando. o que eu temia - a falta de estimulation de minha parte pra vcs e vice versa - creio que foi vencida. a batalha é árduríssima para se injetar um tico de poesia nesse nosso dia a dia da produção da sobrevivença. mas pelos momentos cepeleza, pelos instantes surpreendentes na biblioteca, isso me faz ver claramente que a poesia vencerá e o mundo a seu modo levitará para estratosferas lucílimas, aníferas, gitânicas, felípiramidais, adorandômicas, paulíssimas, turibenhas, brunilongas, carolíngeas, thadeurísticas, alicinógenas, silvícolas, dorlyngolaringologísticas, livulmanísticas, gizelonovísticas, deborolânguidas, alicequesaiusística e outr@s q virãológico.
hoje 30 de junho tem uma saideira para férias físicas. recarregar baterias, esticar o couro. em vírtua, todo dia toda hora. agosto retomamos a biblioteca. não se percam da poesia. três versos por dia antes das refeições. poemas kodak. diário de acampamento. poesia é ler e escrever. o resto é socializar no cep, aqui onde for.
até já, chacalov.
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